Os extremos tocam-se? (II)*

Manuel Loff    14.Dic.19

A preguiçosa e demagógica tese em causa não merece que se perca muito tempo com ela. Mas a questão do comportamento eleitoral das classes trabalhadoras exige reflexão, tanto mais que estudos sérios (neste caso sobre a realidade britânica) apontam para que “as desigualdades de classe relativamente à participação eleitoral tenham crescido significativamente”, a tal ponto que se tornaram mais visíveis no campo da participação que no da opção política.

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A longa história do apoio do New York Times a golpes promovidos pelos EUA

Alan Macleod    11.Dic.19

O New York Times é um exemplo emblemático do papel dos grandes media na ofensiva do imperialismo norte-americano contra os povos. Este artigo apresenta um breve historial desse contributo ao longo das últimas seis décadas. O padrão é de tal forma sistemático que os termos usados para justificar o golpe de 1953 no Irão são no essencial os mesmos para justificar o recente golpe na Bolívia.

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Cimeira das Lajes, segunda temporada

José Goulão    10.Dic.19

O facto de o governo PS acolher em Lisboa uma reunião conspirativa de dois sociopatas mundiais, Netanyahu e Pompeo, é um degradante exemplo de alinhamento com o que de pior se movimenta na cena internacional. António Costa e Santos Silva aceitaram apadrinhar um encontro que o próprio Boris Johnson recusara alojar. Assumirão, tal como Durão Barroso nas Lages, o peso da corresponsabilidade no agravamento da situação internacional que estes dois delinquentes coordenam, e envergonham e desprestigiam o país.

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A “Cruzada das crianças” de Greta aponta à privatização da natureza

Nazanín Armanian    09.Dic.19

Enquanto prossegue a grande movimentação (e encenação) “ambientalista” global cujo rosto mais visível é uma criança, importa observar que entidades e interesses a impulsionam, que objectivos procura atingir, e também a razão de procurar centrar-se na mobilização de adolescentes e crianças, a “Geração Z”. Duas coisas estão claras: não há um único problema global que não tenha no capitalismo um factor fundamental de agravamento, e não é nos termos do capitalismo que algum desses problemas terá solução.

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Políticas de supermercado

Manuel Augusto Araújo    06.Dic.19

As estratégias de marketing foram há muito adoptadas no quadro da democracia burguesa, e o marketing “político” e o marketing comercial tendem a utilizar as mesmas estratégias. No nosso país o fenómeno acentuou-se com os “novos” partidos com representação parlamentar. Em vários aspectos, clarificaram o leque político (a extrema-direita passou a falar mais claro). Mas o discurso político tornou-se ainda mais artificial e vazio.

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Uma nova colónia em Hebron: o grande passo de Israel para expandir a ocupação

Eugenio García Gascón    05.Dic.19

Israel anunciou o seu objectivo de duplicar a população de colonos judeus que residem na cidade palestina de Hebron, onde há décadas existe extrema tensão. Com o apoio cego de Donald Trump e a absoluta passividade da União Europeia, o ministro da Defesa de Israel confirmou no sábado que se está a preparar para estabelecer uma continuidade territorial judaica entre a mesquita de Abraão e a colónia de Avraham avinu.

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Em 2018 a pobreza em Portugal aumentou entre a população activa e permanece elevada no total da população

Eugénio Rosa    04.Dic.19

Os dados do INE revelam que em 2018 se verificou uma redução diminuta da pobreza em Portugal (de 17,3% para 17,2%). Mas esta redução não se verifica em todos os segmentos da população. Registou-se, pelo contrário, um aumento do peso da pobreza quer na população empregada, quer no grupo de “desempregados,” cuja taxa de risco de pobreza tem aumentado de uma forma permanente desde 2015 e também entre 2017 em 2018. E o governo PS pretende manter e agravar a política de baixos salários, e impor aumentos de miséria nas pensões.

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As mentiras sobre Assange devem parar desde já

John Pilger    03.Dic.19

O kafquiano processo contra Julian Assange é sobretudo um processo contra a liberdade de informar, sem a qual o jornalismo não pode realizar a tarefa que fundamentalmente lhe caberia. Os media internacionais têm desempenhado um papel central na campanha para denegrir Assange e criminalizar aquilo que realizou – expor os crimes de guerra dos EUA -. Podem entretanto estar a dar-se conta de que a condenação de Assange será a sua própria condenação definitiva àquilo que tem sido o seu papel neste processo: o de meros e obedientes reprodutores da desinformação de um poder criminoso e corrupto.

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Sem máscara*

Jorge Cadima    02.Dic.19

Os EUA e outras potências imperialistas apadrinham descaradamente o fascismo, a violência e o golpismo. Para os EUA não existe qualquer direito internacional nem qualquer tratado assinado que tenha de cumprir, da Palestina ao controlo de armas, do comércio ao clima e ao Irão. A regra que cumpre é a do gangsterismo. A UE, com o governo do PS em Portugal seguindo fielmente o guião, presta vassalagem a esta criminosa conduta.

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Os extremos tocam-se? (I)*

Manuel Loff    30.Nov.19

Nas análises que alguns comentaristas fazem sobre os resultados das recentes eleições legislativas, e em especial sobre a votação no “Chega”, surge frequentemente a ideia de que esse partido de extrema-direita absorve votos anteriormente confiados à esquerda, nomeadamente ao PCP. Mas não é isso que os dados concretos mostram.

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Petróleo brasileiro do pré-sal: mais uma riqueza a ser expropriada

Telma Monteiro    29.Nov.19

Existe uma enorme distância entre a avaliação inicial dos recursos pré-sal do Brasil (cinco milhares de milhões de barris) e a actualmente estimada (100 milhares de milhões). O governo Bolsonaro leiloa - “no escuro” e por um período de 30 anos – o diferencial, ainda por determinar com exactidão (aspecto em que os governos anteriores têm séria responsabilidade). A extrema-direita, onde quer que assuma o poder, está e estará sempre ao serviço do grande capital, e trairá sempre o interesse nacional.

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De como a Finança quer governar o planeta

Rui Namorado Rosa    28.Nov.19

Um alerta indispensável perante uma insistente campanha global. Em Setembro de 2019 é declarada em Nova Iorque “emergência climática” universal. A opinião pública é intimidada com uma avalanche de ameaças – cada evento meteorológico tornou-se episódio de alteração climática e de aquecimento global – e de ideias feitas – a captação de energias eólica e solar contribui para arrefecer o planeta, os biocombustíveis e os veículos eléctricos contribuem para descarbonizar a economia, etc. O grande capital financeiro polariza ardilosamente a atenção social em torno do que possa servir de distração, numa manobra de diversão e cobertura ideológica; procurando evitar que os problemas maiores da nossa sociedade sejam rectamente formulados e questionados; querendo impor e perpetuar o poder político nas mãos do capital financeiro e das potências imperialistas.

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