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08.02.10
A alteração das pensões e a desigualdade perante a morte
Ángeles Maestro*
Angeles MaestroNo momento em que se discute na Assembleia da República a alteração da regras das pensões de reforma em Portugal, este texto de Angeles Maestro vem dizer-nos que a ofensiva do capital contra a classe trabalhadora não é um fenómeno isolado nem devido a dificuldades conjunturais provocada pela profunda crise internacional do capitalismo. O corte nas reformas verificado em Espanha está anunciado para Portugal com a aprovação do Orçamento de Estado.

Mas diz-nos também que é pelo reforço da luta e uma crescente unidade da classe trabalhadora que é possível inverter o sentido desta guerra sem quartel quotidianamente travada ao longo das 24 horas do dia.
Tudo isto acontece ao mesmo tempo que se transferem milhões de milhões para os bancos e as grandes empresas.

07.02.10
O pântano Afegão
Correia da Fonseca*
Correia da Fonseca


No pântano afegão em que os EUA e a NATO estão atolados, “tudo o que a TV nos tem mostrado aponta para a inexequibilidade desta espécie de plano B que, de resto, por uma aparentemente natural ordem das coisas seria o plano A”.







07.02.10
Mobilização popular no Haiti
Exigem saída das tropas estrangeiras, principalmente dos EUA e Brasil

IAR Noticias/Europa Press
Haitiano pede auxilio e solidariedade
Indiferentes à dor do povo haitiano, as televisões procuraram dar a imagem de um Haiti mergulhado num ambiente de caos e de crime generalizado. Isto “apesar da dignidade demonstrada pelas vítimas do terramoto, e da evidência de grupos de cidadãos a trabalhar sem ajuda para resgatar as pessoas com dificuldades…” [ver o Sequestro do Haiti, John Pilguer, odiario.info de 3 de Fevereiro de 2010].
Agora censuram o despacho da IAR/Europa Press onde se noticia que os haitianos exigem a saída das tropas de ocupação, principalmente as dos EUA e do Brasil.


06.02.10
Documentos
A Unidade Popular, meta permanente






Comissão Politica do Partido Comunista da Bolívia

05.02.10
O desafio do controlo das armas convencionais
Frida Berrigan*
Frida BerriganHá cerca de um ano, Obama apresentou uma “proposta de desarmamento nuclear, apelando para “um mundo sem armas nucleares” e “ comité Nobel da Paz mostrou-lhe reconhecimento por este empenho e aspiração com o prémio entregue em Dezembro em Oslo”.
Agora, a uma petição de Obama, “o Congresso concedeu 68 milhões de dólares à Boeing Corporation para acelerar a aquisição e desenvolvimento de 10 a 12 MOP’s (…), “arma de opção” para uma “necessidade operacional urgente.”
A proposta de desarmamento nuclear de Obama foi a fórmula encontrada pelos EUA para se desfazerem de um arsenal velho e de elevada manutenção por um outro arsenal mais moderno e o controlo do comércio de armas mundial.

04.02.10
Reflexões sobre o mecanismo de exploração - A ofensiva de classe em curso e a luta dos trabalhadores
Pedro Carvalho*
Pedro CarvalhoA discussão havida em Portugal no final de 2009 pela não aplicação do acordo anterior de aumento faseado do salário mínimo e pelo congelamento dos salários na função pública faz parte da ofensiva de classe mundial do capitalismo e só pode ser derrotada pela luta dos trabalhadores.
Neste artigo, o economista Pedro Carvalho desmonta a campanha chantagista sobre a classe trabalhadora veiculada pelos media, dá um bom contributo à luta ideológica em curso: “E o resultado da luta dependerá, como sempre do grau de organização e unidade dos trabalhadores. O patronato sabe-o. Tão verdadeira como a máxima popular «dividir para reinar» é a certeza que «o povo unido jamais será vencido». Como alguém escreveu à mais de 160 anos: «Proletários de todos os países UNÍ-VOS». Esta é a condição sine qua non...”

03.02.10
O sequestro do Haiti
John Pilger*
John Pilger

A reocupação do Haiti pelos Estados Unidos da América (foi isso que aconteceu sem subterfúgios) é um dos passos mais negros da caminhada belicista e imperialista de Obama. Neste texto, John Pilger põe a nu os interesses que prossegue e a quem serve o bem-falante presidente dos EUA.



03.02.10
Governo PS diminui mais uma vez as Reformas futuras
Eugénio Rosa *
Eugénio Rosa“Para além do congelamento dos salários que pretende impor aos trabalhadores da Administração Pública (…), o governo pretende alterar novamente o Estatuto da Aposentação”, com uma nova fórmula de cálculo que diminui, uma vez mais, o valor das reformas a partir de 2010.
Tendo como barómetro a “economia de casino” o governo diz vislumbrar sinais de recuperação da economia (de quem?, para quem?), ao mesmo tempo que pouco fazem para diminuir o desemprego (já acima de 10%), congelam salários e diminuem reformas. O governo PS de José Sócrates é cada vez mais descaradamente um instrumento do grande capital.

02.02.10
O Holodomor,
Novo Avatar do Anticomunismo “Europeu”

Annie Lacroix-Riz*
Annie Lacroix-Riz


Numa sociedade de classes a História é o resultado da luta de classes e não a efabulação feita em Hollywood e nos media dominados pelos monopólios.
Neste estudo, a historiadora Annie Lacroix-Riz fala-nos das campanhas sobre da “fome da Ucrânia, lançada em 1933 (…) quando os grandes imperialismos”, na sua intensa luta ideológica, sentem condições para a tentar impor.




01.02.10
Procura-se: Tony Blair por crimes de guerra
Prendam-no e reclamem a recompensa

George Monbiot*
George Monbiot

O comportamento arrogante de Tony Blair na inquirição a que foi sujeito no passado dia 29 de Janeiro e Londres onde defendeu o seu comportamento de criminoso de guerra, não só confirma a justeza do artigo de George Monbiot que hoje publicamos, como comprova que o inquérito apenas tem como finalidade limpar os crimes de guerra deste agente político do imperialismo.
Como publicámos hoje dois artigos, dentro de hora mando um texto para amanhã.




31.01.10
PRESIDENTE  LUGO
Documentos
Paraguai-
Reunião do Congresso Unitário Popular

Os Editores



30.01.10
O novo colonialismo
Rui Paz*
Rui Paz

A Conferência sobre o Afeganistão que agora decorre em Londres tem como grande preocupação encontrar um calendário de «redução progressiva do envolvimento militar sem dar a impressão que se trata de uma simples estratégia de saída”» do atoleiro em que os imperialismos (e Obama pessoalmente) se meteram.
Rui Paz esclarece neste texto por que razão as potências imperialistas, coadjuvadas por países periféricos como Portugal, fazem a guerra do Afeganistão.



29.01.10
Alegre,
A candidatura de um aventureiro político

José Paulo Gascão




Embora só tenham lugar dentro de um ano, já se antevê que as próximas eleições presidenciais em Portugal darão lugar a mais uma gigantesca operação de mistificação.
Neste artigo, José Paulo Gascão desmonta a campanha em preparação de apresentar o candidato a candidato Manuel Alegre como o político de mãos limpas, de “causas”, e uma encarnação da consciência social e democrática do povo português e dos seus anseios de mudança.



28.01.10
Um Exemplo de Censura por omissão…
César Príncipe*
César Príncipe



O regime censório instaurado pelas centrais de desinformação tem-se revelado mais eficaz que o lápis azul da censura fascista e é consequência do domínio da comunicação social pelos grupos monopolistas. As novas leis de trabalho e a criação duma reserva de jornalistas desempregados e jovens à procura de primeiro emprego completam o quadro que proporciona aos profissionais da informação toda a liberdade de escreverem o que o patrão pensa…




28.01.10
AFRICOM, a recolonizaçao de África pelos EUA
Tichaona Nhamoyebonde*



Pese a dificuldade que muitas pessoas ainda têm de encarar a realidade, a verdade é que com Obama a política belicista dos EUA não só se manteve, como há já vários exemplos de ter recrudescido.
Agora procuram recolonizar o continente africano para o que precisam de aí instalar um exército de armamento sofisticado – AFRICOM



27.01.10
Estados Unidos e a NATO expandem a guerra do Afeganistão para o Corno de África e o Oceano Índico
Rick Rozoff*
Rick Rozoff Por muito que custe a tantos milhões que no mundo confiaram, honesta e sinceramente, numa mudança, é cada vez mais evidente que a política externa de Obama é hoje mais agressiva que algum dia o foi a de George W Bush. Agora, “de uma forma paralela à escalada da guerra no sul da Ásia (operações contra a insurgência no Afeganistão e ataques com mísseis lançados por [aviões telecomandados] drones no Paquistão, os EUA e os seus aliados na NATO têm preparado o trabalho preliminar para operações navais, aéreas e terrestres cada vez maiores no Corno de África e no Golfo de Áden”.

26.01.10
A politica da Adminitração Obama
Ameaça a Humanidade

Miguel Urbano Rodrigues
Obama

“Aquilo que parecia impossível há um ano está a acontecer: a política externa de Obama é mais agressiva e perigosa para a Ásia, África e América Latina do que a de George Bush. Mas essa realidade não se tornou ainda evidente para as grandes maiorias, influenciadas pela campanha de âmbito mundial que apresenta o presidente dos EUA como um político progressista e um defensor da paz.
Os actos desmentem-lhe, porém, as promessas e a oratória”.




25.01.10
Contribuições para a reflexão - O capitalismo e a Natureza
Miguel Tiago*
Miguel Tiago“Abordar as «alterações climáticas» deve (…) ser uma tarefa de capital importância desde que desvendemos desde já as «armadilhas ideológicas» que estão montadas na tese catastrofista e da sua origem antropogénica. A encruzilhada em que a Humanidade se encontra é a que resulta das limitações históricas do capitalismo e que serão apenas solucionadas pelo poder criativo dos homens e das mulheres, superando a forma de organização social, económica e política do capitalismo e capitalizando todos os meios já hoje disponíveis e os que mais possamos desenvolver no caminho da luta para substituir o capitalismo pelo socialismo, rumo ao comunismo”.

24.01.10
Terramoto e ocupação
Jorge Cadima*
Jorge Cadima

Neste bem informado artigo, Jorge Cadima diz-nos que “É cada vez mais evidente a opção dos EUA por uma solução militar de largo espectro para a profundíssima crise em que estão atolados. Do Afeganistão e Paquistão, do Iémen à América Latina, quem conseguir descobrir diferenças entre Obama e Bush que avise”.



23.01.10
Dívida externa da Argentina:
Enfrentar a Direita

Claudio Katz, Jorge Marchini, Eduardo Lucita.
Claudio Katz
Nem sempre o que parece é, como se vê na recente crise politica na Argentina em que parece haver um conflito entre a oposição de direita e o governo, a propósito da reserva de divisas para pagamento de parte da dívida externa e da chamada independência do Banco Central. “A actual disputa é basicamente política, não há divergências importantes na gestão financeira nem choques irredutíveis nos aspectos económicos”, pois nem sempre o que parece é.


22.01.10
Regresso da China
Entrevista com um Jovem Chinês

Jean Salem*
Jean SalemNesta entrevista com um jovem chinês, o nosso amigo e colaborador Jean Salem, no regresso de uma visita a Xangai, chama a atenção para o renovado interesse pelo marxismo na Europa Ocidental.
“Constatamos por toda a Europa, tanto na velha Europa como em todo o mundo, uma extraordinária retoma de interesse pelo pensamento marxista ou “radical” no sentido anglo-saxónico. Em Londres, em Março de 2009, realizou-se uma conferência sobre as ideias comunistas, uma conferência paga, e houve uma assistência de mais de 10 000 pessoas, a fim de escutar intervenções de Zizek, de Alain Badiou, de Jacques Rancière… Pois é, Marx interessa a muita gente”.

21.01.10
Nota dos Editores
Haiti: Porque falham os «Estados falhados»

Os Editores

20.01.10
EUA fracassam no Haiti
Patrick Cockburn*
Patrick Cockburn


A história dos últimos 100 anos do Haiti é a crónica de uma ocupação norte-americana, declarada ou por interpostas pessoas. O chamado «estado falhado» é a consequência de os EUA nunca terem permitido a construção de um aparelho estatal haitiano.
“É triste ouvir jornalistas que acorreram ao Haiti no seguimento do tremor de terra darem explicações tão enganosas e mesmo racistas sobre porque são os haitianos tão pobres e vivem em bairros de lata com serviços sanitários mínimos, pouco fornecimento de electricidade, água potável insuficiente e ruas que se parecem com regatos”.


20.01.10
Haiti:
Anatomia de uma maldição

Aurelio Alonso*
Haiti, distribuição da ajuda...“E o mundo do capital transnacional o que é que vai dar? Quanto vão dar Carlos Slim, William Gates, Warren Buffet, Georges Soros, Álvaro Novoa, Lawrence Elliot e outros abastados personagens? Há que dirigir o esforço aos que beneficiaram das injecções formais de dinheiro que Wall Street e a City, os que receberam para enfrentar a crise financeira. Não basta o esforço da Caritas Internacional, de outras instituições de beneficência e dos países amigos latino-americanos, todos periféricos, para ajudar o povo haitiano a enfrentar uma catástrofe de tal magnitude.
E a sala oval, onde agora se senta um afro-americano – como gostam de dizer para fazer crer que a discriminação foi superada – que podia compensar toda a discriminação que o Estado da União impôs à primeira república latina a tornar-se independente na América, só pelo facto deter sido forjada por escravos negros e mulatos que decidiram não continuar oprimidos pelos colonos franceses”.

20.01.10
Chile:
Extrema-direita regressa ao poder

Mário Amorós*
Sebastián Piñera



Com a vitória do candidato da extrema-direita no Chile, perspectiva-se uma nova e diferente fase de luta pela unidade das forças de esquerda consequentes e do movimento operário e popular chilenos.



19.01.10
Petróleo Russo:
Litígios na Europa, novas rotas na Ásia

Astrit Dakli*
Astrit Dakli
A construção de dispendiosas infra-estruturas para a venda de petróleo russo aos gigantes asiáticos, China e Japão, coloca novos problemas à política energética europeia.
E se é verdade que pode estar a ter início uma “redefinição da política energética (isto é meio ambiental) da Europa” também podemos estar no “início de longa fase de incerteza dos fornecimentos”.



18.01.10
Os torcionários
Correia da Fonseca
Correia da Fonseca


Com base em duas reportagens televisivas, Correia da Fonseca denuncia que “em muitas empresas portuguesas é aplicada a tortura a trabalhadores que se tornaram indesejados pelas respectivas gestões”.
“Dizê-lo parece um exagero. Não é. Não se trata, é certo, daquele tipo de torturas que sabemos ter sido aplicado no quadro de brutalidades mais primitivas e primárias, com sangue a jorrar e as vítimas a uivarem de dor. Mas há outras formas e, de resto, sabe-se que as práticas torcionárias fizeram grandes progressos nos últimos cem anos, número redondo. Agora, usam-se métodos que não fazem sangue e não deixam marcas visíveis nos corpos”.


17.01.10
IntervenSionismo mercenário
Entrevista com Sergio Yahni
(Director do Centro de Informação Alternativa de Jerusalém)

Catherine Hernandez, William Urbina e Bashir Ahmed
SERGIO YAHNI


A ocupação ilegal e ilegítima da Palestina pelos sionistas é também um campo experimental de novas técnicas e tecnologias de morte.
Muitas dessa experiência macabra é hoje utilizada pelo império na América Latina, onde os sionistas têm já um papel importante, não só como instrutores mas também já como executantes.






16.01.10
A condição de imigrante
Walden Bello*
Walden Bello

“…para encarar com seriedade os problemas que enfrentam, os imigrantes e os seus defensores não podem senão estar implicados numa guerra de duas frentes. Por um lado, devemos lutar nos nossos países de origem para acabar com as condições de ajuste estrutural, a liberalização de mercados e outras políticas neoliberais que erodiram a nossa base agrícola e industrial e destruíram milhões de postos de trabalho. Devemos dizer ao governo dos Estados Unidos e á União Europeia que não necessitamos de ajuda; que o que necessitamos é que deixem de nos impor acordos comerciais bilaterais e acordos de associação económica”.

15.01.10
Assalto à democracia
Sharon Beder*
Sharon Beder
“Os ideais democráticos como o de um nível adequado de saúde e educação para todos foram sacrificados a fim de proporcionar oportunidades de negócio às corporações. A tragédia é que, quando os cidadãos mundiais perceberem as consequências dessa perda, a sua capacidade para recuperarem poder e reordenarem democraticamente as prioridades será obstruída pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”.
É uma nova frente de luta a que a acção das transnacionais obrigam os povos de todo o mundo.




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