Le Fil Rouge - Uma saga revolucionária

Miguel Urbano Rodrigues    20.Feb.17

Num panorama editorial, nacional e internacional, onde predominam esmagadoramente obras cujos personagens não têm aparentemente compromisso de classe, este livro publicado em 2016 é singular. Os personagens são comunistas, e a sua acção insere-se em alguns dos mais duros combates de classe da primeira metade do século XX.

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Ilegalização do PC da Ucrânia é crime

-    19.Feb.17

Trinta e sete partidos comunistas e operários condenaram a tentativa de banir o PC da Ucrânia e apontam responsabilidades à UE, aos EUA e à NATO pelo apoio ao regime em Kiev.

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O Estado apresenta as suas armas

André Antunes    18.Feb.17

O golpe consumado no Brasil não foi um golpe militar. Mas no ambiente que o governo Temer criou e nas medidas que toma para impor a sua política de austeridade antipopular e repressiva surgem crescentes sinais de um processo de militarização do Estado. Processo que se enquadra nas contradições da própria Constituição de 1988, que atribuiu às forças armadas um papel de “garantia da lei e da ordem”.

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Diálogo para a paz entre moçambicanos*

Carlos Lopes Pereira    17.Feb.17

Uma trégua abriu caminho para negociações de paz em Moçambique. Boa notícia, com todas as reservas que o facto de um dos interlocutores ser a Renamo justificam. Responsável pela guerra civil em Moçambique entre 1976 e 1992, a Renamo contesta os resultados das eleições gerais de 2014, ganhas pela Frelimo. Fez exigências que representariam uma violação da lei e uma fractura territorial, e desencadeou acções armadas no centro do país ao mesmo tempo que mantém representantes no parlamento, nos governos provinciais e em outras instituições estatais.

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Contra o muro, contra o imperialismo

«Não queremos o muro fronteiriço, nem o muro de Israel contra o povo palestino, nem os campos de concentração contra os migrantes africanos e árabes na UE, nem as abusivas medidas racistas da polícia migratória mexicana contra os nossos irmãos trabalhadores hondurenhos, salvadorenhos, guatemaltecos, haitianos.»

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Revolução*

Filipe Diniz    15.Feb.17

A URSS já não existe. Mas esse facto não impede que o centenário da Revolução de Outubro cause um profundo mal-estar aos reaccionários de todos os matizes. Têm razão. Se a Comuna de Paris foi o primeiro «assalto aos céus», a Revolução de Outubro foi o segundo, e outros se lhe seguiram e seguirão. Tardará ainda, mas há-de chegar o dia em os céus sejam definitivamente conquistados.

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A lei de terras é último prego no caixão da solução de dois Estados

Jonathan Cook    14.Feb.17

O parlamento israelita aprovou uma lei que “legaliza” toda a criminosa apropriação de terra palestina na Cisjordânia que há décadas vem fazendo. O que Israel pretende com esta lei é dar um passo no sentido da anexação formal. Os colonatos em território ocupado constituem um crime de guerra à luz do direito internacional, mas a extrema-direita sionista não tem razões para temer sanções.

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Campo de batalha*

Correia da Fonseca    13.Feb.17

A mentira – com o nome de “pós-verdade” ou de “factos alternativos”, é certo – passou agora a ser explicitamente assumida como parte integrante e normal do discurso político reaccionário, mas há muito que era um dos seus esteios fundamentais. Redobra portanto a importância de olhar criticamente tudo o que é servido como “informação”. Em boa parte dos casos o nome que merece é o de “manipulação”.

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Trabalho Precário na Função Pública: o Relatório do governo visa justificar e manter

Eugénio Rosa    12.Feb.17

Ao fim de mais de um ano, o governo acabou por divulgar um relatório sobre o trabalho precário nas Administrações Públicas. Para se ficar com uma ideia da forma como este governo trata as questões sensíveis interessa dizer que a comunicação social teve acesso ao relatório antes dos sindicatos. Elaborado por um grupo de trabalho nomeado pelo governo de que foram excluídos representantes sindicais, omite uma parte da precariedade que existe nas Administrações Públicas e omite as razões concretas da sua utilização, procurando mesmo justificar a sua existência. É evidente o claro propósito de manter as situações graves de ilegalidade e de injustiça de que o Estado não devia dar exemplo mas em que, pelo contrário, dá o exemplo ao patronato.

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Criticar Trump sem deixar de criticar Obama

«Devemos criticar, atacar fortemente, sem excluir o legado de Obama, para evitar que as críticas a Trump sejam oportunistas por parte dos democratas, esquecendo o horrível registo que deixaram, antes de Trump chegar à presidência.
Uma vez que Obama saiu com a retórica demagógica de pseudo progressista, é positivo que agora haja mais protestos, mais mobilização, mais radicalização. O ter provocado um processo de mobilizações populares é um resultado positivo da eleição de Trump.»

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Istambul, cidade mágica

Miguel Urbano Rodrigues    10.Feb.17

Feixe de contradições, a Turquia contemporânea é simultaneamente um pais moderno e uma sociedade marcada por arcaísmos chocantes. Orhan Pamuk, distinguido com o Nobel de Literatura, confia no futuro da sua gente. Tem motivos para isso.

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O muro

O Muro de Trump é a imagem de outras barreiras - incluindo as de classe - que passam não pela fronteira, mas pelo interior do México. Só a menção de o acabar já atraiu simpatias de classe e solidariedades ideológicas. Dos dois lados do México. Já não somos tão ingénuos que acreditemos que a iniciativa de uma aberração assim nasceu apenas de um lado. Edificaram-se muros (comerciais, políticos, raciais, educativos…) de igual ou pior envergadura e sempre contaram com a cumplicidade voluntária de sectores servis.

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