Não vale a pena chorar pela União Europeia

Pepe Escobar*    01.Jul.16

Há uma receita de grande eficácia a que amiúde se recorria em Portugal nos anos negros do fascismo: «se não sabes onde te colocar olha para a posição dosfascistas: toma a posição contrária à deles e acertas».
Também hoje a Troika, a Comissão Europeia, o FMI, os jornais do dr. Balsemão, a RTP, a TVI… nos podem dizer que «as consequências geopolíticas do “Brexit” podem ser dramáticas». Mas a verdade é que para as encarar do ponto de vista da esquerda, do ponto de vista da classe trabalhadora, de todos os que não estão posicionados na estrutura de comando do capital, devemos lembrar-nos «que a UE nunca foi a “Europa dos Povos”».

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Do cessar-fogo na Colômbia
à paz, desejada, mas muito distante

Miguel Urbano Rodrigues    30.Jun.16

Miguel Urbano, um dos revolucionários que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia faz, nesta hora de refluxo, o comentário possível aos acordos recentemente assinados em Havana, entre aquela organização revolucionária e o governo da Colômbia.
Termina, confessando a sua dificuldade em «imaginar que tipo de «reconciliação» (…) será possível, num contexto em que a classe dominante não esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e à íntima aliança com os Estados Unidos».

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Por que razão
os Britânicos disseram não à UE

John Pilger    29.Jun.16

Os britânicos não deliberaram sair da Europa em nenhuma jangada de pedra!, o que seria muito mais complicado e de consequências mais inimagináveis do que a vontade democraticamente manifestada de sair da União Europeia…
Convém distinguir, mesmo que na Europeia estivessem todos os países da Europa.
E não estão.
E quiseram sair porque, entre outras razões, «na Grã-Bretanha de hoje, 63% das crianças pobres crescem em famílias onde apenas um membro tem trabalho. Para eles, a armadilha está montada. De acordo com um estudo, mais de 600 mil residentes da segunda cidade britânica, a Grande Manchester, estão «a sofrer os efeitos da pobreza extrema» e 1,6 milhões estão a cair na miséria».

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EUA ameaçam intervir na Eritreia

Carlos Lopes Pereira*    28.Jun.16

À semelhança do que aconteceu no caso do país norte-africano, os EUA capturaram a máquina dos «direitos humanos» das Nações Unidas para invocar a «responsabilidade de proteger» os cidadãos eritreus de alegados abusos do próprio governo. Este princípio, responsibility to protect (R2P), tinha sido utilizado para legitimar a intervenção na Líbia pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, agora candidata presidencial democrata.

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NOTA DOS EDITIORES

Eleições em Espanha
Impasse persiste

Os Editores    27.Jun.16
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França: A caminho de um estado policial

Jean-Claude Paye*    27.Jun.16

A rendição da social-democracia à política da direita é uma realidade cada dia mais indesmentível.
No estudo que hoje publicamos, Jean-Claude Paye denuncia a forma como o Partido Socialista Francês aproveita os atentados de Paris de 13 de Novembro passado, para tentar transformar o «estado de emergência» numa normalidade quotidiana, e o presente regime de ditadura do grande capital de fachada democrática e parlamentar, num Estado policial, que não reconhece os mais elementares direitos, garantias e liberdades individuais.

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Não temos outra escolha senão a vitória

O discurso de Bachar al-Assad proferido no Parlamento sírio no passado dia 7 de Junho de 2016 é, a todos os títulos, um documento notável que revela a dimensão do político, do homem e do patriota que o profere.

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Espanha, França e Portugal
contra os Saharauis

La Haine*    24.Jun.16

Que surpresa pode haver na falta de princípios dos governos que vão intervir junto Tribunal Europeu de Justiça solicitando que dê o dito por não dito?
O anormal seria um mínimo de decoro pautar a ação de governos dominados pelo sistema do capital, mesmo que este não estivesse em crise…

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A Índia delimita os seus passeios no Mar do Sul da China

M. K. Bhadrakumar*    23.Jun.16

O centro de disputa pela da influência mundial deslocou-se do Atlântico para o Pacífico, oceano que banha as costas da China, da Rússia, dos Estados Unidos e de vários outros países emergentes de importância crescente.
E, como diz Bhadrakumar, «a complicada trama regional advinda do reequilíbrio norte-americano na Ásia e o início da Nova Guerra-Fria levam à entente sino-russa», uma união «que tem evoluído para uma relação estratégica em termos de garantir segurança regional e global e estabilidade e cria uma arquitectura de governo global que preenche os imperativos do nosso tempo».

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Como a NATO controla a política da EU relativa aos migrantes

F. William Engdahl*    22.Jun.16

Com este fundamentado e claro texto, o norte-americano de origem alemã, William Engdahl, não desmascara apenas o humanismo alemão, protagonizada pela senhora Merkel, perante o drama das centenas de milhares de refugiados em fuga das sucessivas guerras lançadas pelo imperialismo ocidental.
Denuncia também que hoje se torna claro «para muitos, que algo sinistro está em marcha, algo que ameaça destruir a integridade social e mesmo toda a Europa como civilização. Mas o que poucos se apercebem é que todo este drama é orquestrado, não pela chanceler alemã Ângela Merkel, ou pelos burocratas sem rosto da União Europeia no seio da Comissão de Bruxelas. Este drama na realidade é orquestrado por uma cabala constituída por um laboratório de ideias [Think tanks] e outros círculos de influência estreitamente ligados à NATO.

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Juan Rulfo
- encanto, desafio e frustração

Miguel Urbano Rodrigues    21.Jun.16

O escritor mexicano Juan Rulfo é quase desconhecido em Portugal. A crítica literária dedicou escassa atenção ao seu romance «Pedro Páramo», editado pela «Cavalo de Ferro».
Mas na América Latina e nos Estados Unidos, Rulfo é considerado um génio.
«Carlos Fuentes, Garcia Marquez, Jorge Luis Borges colocaram Pedro Páramo entre as obras-primas da literatura do século XX. Garcia Marquez afirmou que desde a Metamorfose de Kafka livro algum o tinha marcado tanto como aquele; abriu-lhe portas para Cien Años de Soledad. Para Borges é uma das melhores novelas da literatura mundial. Para a americana Susan Sontag foi um dos livros que mais influenciou o rumo da literatura na segunda metade do século».

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