Fraude e manipulação da opinião pública:
O cartel dos negócios da água em campanha autárquica

Luísa Tovar*    26.Sep.17

Este texto de Luísa Tovar é uma rigorosa e frontal denúncia da entrada da Associação de Empresas para o Sector das Águas (AEPSA) na atual campanha eleitoral autárquica: comprou um apelidado “estudo”, cujas conclusões servem tão coincidentemente com os interesses da negociata privada da água que bem poderia dizer-se terem sido fornecidas pelo cliente, a ‘Associação de Investidores do Negócio’.
O autor único do “estudo” encomendado ao IST através de um contrato que desconhecido é Rui Cunha Marques, lecionador de matérias que nada têm a ver com água ou saneamento naquela instituição, mas que tem atividade em duas escolas de negócios e afirma ser consultor do Banco Mundial e está presente no mercado como fornecedor de serviços de consultoria.
O cartel privado da negociata da água em Portugal «entrou em força em campanha eleitoral autárquica sincronizada com o calendário eleitoral, investindo pesados recursos na manipulação fraudulenta da opinião pública» e tem «o apoio ostensivo e explícito (…) [do] Governo e [de] várias instituições dependentes da Administração Central, assim como da Câmara do Porto, mostram uma ponta do iceberg da intrusão dos cartéis monopolistas no poder político em Portugal».

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Macron injuria o «irreformável» povo francês
o que esconde este nervosismo?

Georges Gastaud*    25.Sep.17

Macron, apesar do apoio dos donos de 90% dos media franceses, do voto do PS e do PCF no bolso na segunda volta das últimas eleições presidenciais, a pretexto de uma barragem anti-fascista, de ter bênção dos padrinhos do euro-atlantismo não consegue, no entanto, esconder o seu profundo nervosismo…

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ST Louis, como matar a cotovia

António Santos*    24.Sep.17

O texto de António Santos que hoje publicamos o que nunca e demais repetir: a luta contra o racismo é uma das formas assumida pela luta de classes; os tribunais são um dos principais instrumentos de repressão do Estado ao serviço da classe dominante.
De facto, «onde não há justiça não pode haver paz», e não é pela submissão mas pela luta constante e crescente que os povos conquistarão a justiça e a paz.

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Lições da experiência Chilena (1970-1973)

Poder Popular*    23.Sep.17

«Com a vitória das forças de esquerda reunidas em torno da Unidade Popular nas eleições de 1970, o governo de Allende (Partido Socialista em aliança com o Partido Comunista), mesmo com minoria no Congresso, partiu de imediato para ações de amplo alcance popular».
Em 11 de setembro de 1973, o golpe fascista arquitetado, incentivado, apoiado e financiado pelo governo norte-americano através dos seus diversos organismos, veio comprovar que o capital imperialista tolera a democracia representativa apenas e enquanto esta servir os seus interesses de classe. «Os poucos que tentaram [resistir] foram massacrados. A tradição democrática chilena foi quebrada…». Cinquenta mil trabalhadores foram ceifados, o Congresso encerrado, os mais elementares direitos e liberdades suprimidos — o sonho da via parlamentar para o socialismo esbarrou na realidade.
Com a publicação deste texto homenageamos os lutadores da libertadora do Chile e relembramos as lições da experiência chilena.

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O Capital - 150 anos de actualidade na luta de classes

Pável Blanco Cabrera*    22.Sep.17

Este texto comemora a data da 1ª edição de O Capital: 11 de setembro de 1867.
O autor, Pável Blanco Cabrera, mostra neste curto e brilhante texto, como «Marx vai desmontando o modo de produção capitalista e demonstra com clareza e evidências de sobra que a transformação de dinheiro em capital tem como base a exploração do trabalho».

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O discurso de Trump

Paul Craig Roberts*    21.Sep.17

«Pergunto-me [diz o autor] se quem quer que tenha escrito este deplorável discurso tinha a intenção de embaraçar Trump e inadvertidamente embaraçou também os EUA, ou se o (ou os) que o escreveram estão de tal modo imbuídos da arrogância e da presunção dos tempos que correm que simplesmente foram incapazes de se dar conta das extraordinárias contradições que emergiram de forma flagrante ao longo de todo o discurso.»

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O caminho da fome

Gustavo Noronha*    20.Sep.17

«…o ajuste liberal introduzido por Dilma e Levy em 2015 já comprometiam significativamente o orçamento das políticas públicas voltadas para o campo e a floresta, os números do fanatismo ultraliberal do atual governo mostram o trailer de um filme de terror».

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Quem governa os EUA?
A elite do poder no tempo de Trump

James Petras*    19.Sep.17

«Os estadounidenses têm muito que aprender e desaprender. A nossa vantagem estratégica pode residir no facto de a vida política nos Estados Unidos não poder piorar – realmente batemos no fundo e, salvo uma guerra nuclear, só podemos olhar para cima».

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Falsa questão

João Ramos de Almeida*    17.Sep.17

«Defender, pois, uma atomização da negociação laboral representa, sim, um desequilíbrio brutal na relação já de si desequilibrada entre o lado empresarial e o dos trabalhadores, que terá expectáveis consequências sociais gravosas, fruto de um esmagamento das remunerações e condições de trabalho, fortemente pressionados por um nível elevado de desemprego. Baixas remunerações aumentam a emigração jovem, que aumenta o envelhecimento da população, que desequilibra as contas públicas»…

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A dissertação de EVO sobre a verdade

Carlos A. Villalba*    15.Sep.17

“Só entre o ano de 1503 e 1660 chegaram a S. Lucas de Barrameda 185 mil kilos de ouro e 16 milhões de kilos de prata provenientes da América». Que «devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa”.

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Cristiano Ronaldo, a mulher não é uma fábrica

Kajsa Ekis Ekmans*    14.Sep.17

O texto que hoje publicamos é uma justa e fortíssima denúncia das barrigas de aluguer, que começa na coisificação da mulher em máquina de fazer crianças e acaba na violação dos mais elementares direitos da criança.
Normalmente, fala-se deste contrato de compra e venda «como um modo de ter filhos e não como uma maneira de os perder» quando é isso que na realidade acontece.

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A Revolução também foi Feminista

Flávia Biroli*    13.Sep.17

«As confluências entre o horizonte socialista das transformações e a busca da emancipação das mulheres, neles presentes, ainda servem para lembrar eventuais desavisados que revoluções engajam mulheres e homens e que transformações sociais profundas não existem sem que se coloque em xeque a conformação de diferentes dimensões da vida».

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