Violando as “normas” dos EUA, a China ajuda na luta global contra a fome, as doenças

Sara Flounders    17.May.21

Os serviços de informações dos EUA declaram a China como a maior ameaça para os EUA em 2021. É sabido que esses serviços da potência que constitui – ela sim – a maior ameaça para o mundo inteiro servem fundamentalmente para justificar o cada vez mais colossal financiamento do complexo militar-industrial, incluindo a sua tentacular rede mediática. Acontece que os problemas internos dos EUA, desde os económicos e sociais ao da sua rede de infraestruturas à beira do colapso não resultam de qualquer ameaça chinesa. Resultam de um sistema esgotado, incapaz de dar resposta a qualquer genuíno problema humano.

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Entrevista a José Paulo Netto

Milton Pinheiro*    15.May.21

JOSE PAULO«Neste momento [no Brasil], parece que as forças democráticas saem da defensiva e buscam algum protagonismo; mesmo no marco do movimento sindical dos trabalhadores, bastante disciplinado nos últimos anos, verificam-se sinais de revitalização. Mas não há que se fazer ilusões: qualquer alternativa democrática séria, consequente, implicará uma profunda reactivação dos movimentos populares e a reinserção do núcleo duro das classes trabalhadoras organizadas – o proletariado – na cena política.»

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Documento: «Dia da Vitória»

A Rússia é hoje um país capitalista. Todavia (ao contrário do que sucede em tantos países do leste europeu onde o capitalismo foi restaurado) a sua actual direcção preserva em vários aspectos um sentido patriótico. Celebra com orgulho nacional os heroicos feitos da Grande Guerra Pátria, o papel determinante da URSS na derrota do nazi-fascismo. E é muito significativo que Putin recorde, nas celebrações do Dia da Vitória, a coincidência ideológica entre a ofensiva nazi de 1941 e a actual ofensiva anti-russa.

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O direito a desligar

Manuel Gouveia    13.May.21

«PS e BE, CDS e UE, PAN e PSD, todos querem dar aos trabalhadores o direito a desligar. É o que os próprios e a comunicação social nos repetem sem cessar. Mas esta gente nada está a dar aos trabalhadores. O patrão não pode exigir-nos nada fora do horário de trabalho. O que estão a querer garantir é o dever de estar ligado mais tempo que o nosso tempo de trabalho e de o patrão medir o tempo de trabalho efectivo alargando o horário de trabalho real. E assim se fazem os grandes defensores modernos dos trabalhadores: dando direitos aos patrões!»

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Agrocapitalismo de estufa

Manuel Loff    12.May.21

«Sobre Odemira, demorou-se a passar da cerca sanitária imposta às freguesias onde trabalham e vivem imigrantes para a percepção de um agrocapitalismo de estufa feito de abuso laboral generalizado e de ilegalidade descarada (salários, alojamentos, sequestro de documentos).» O que ficou assim à vista nada tem de novo nem de excepcional. «É este o modelo que há 30 anos caracteriza o agroindustrial por toda a Europa.»

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Uma «cimeira social» para mascarar as políticas antilaborais

Armando Farias    10.May.21

Mais uma “cimeira social da UE”. A história destas cimeiras é a história de sucessivos embustes, em que o produto vem acompanhado de luzidios adereços, seja o chamado “modelo social europeu”, seja a “Carta dos direitos fundamentais”. Quanto mais a UE invoca tais palavras mais os trabalhadores e os povos têm razões para desconfiar, mais razões têm para lutar contra esta UE.

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Portugal continua a desinvestir na Educação

Eugénio Rosa    07.May.21

Como consequência de baixa escolaridade, baixas remunerações e de baixo stock de capital por trabalhador e, consequentemente, de uma economia com um perfil produtivo de média-baixa e baixa tecnologia e conhecimento, a riqueza criada anualmente por habitante em Portugal continua a ser muito inferior à média dos países da União Europeia.

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Portugal, afinal, sempre é um país de negreiros?

Pedro Tadeu    06.May.21

Tudo o que se vem a passar e vem sendo dito a propósito da situação dos trabalhadores agrícolas estrangeiros – autêntica mão-de-obra escrava – no concelho de Odemira é revelador do estado do país. Desde a evidente e cúmplice indiferença do governo, do SEF, da procuradoria-geral da República, (cada um tentando agora – tarde e a más horas – salvar a face) até às mentiras do presidente da CAP e à inqualificável posição assumida pelo bastonário da Ordem dos Advogados, tudo ilustra uma panóplia de responsáveis e de instituições cujos princípios e conduta são ética e moralmente abjectos.

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Um homem do futuro

AbrilAbril    05.May.21

Há cem anos nasceu o militar e primeiro-ministro que, no breve espaço de um ano, deixou o seu nome ligado à maior parte dos direitos constitucionais que constituem hoje a base da nossa vida democrática.

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Intervenção dos EUA no Afeganistão está longe de terminar

AbrilAbril    04.May.21

Tal como em outros aspectos da política externa, a administração Biden pretende prosseguir no Afeganistão o mesmo que os seus antecessores fizeram. A diferença será uma comunicação mais hábil, e os media globais rendidos à a imagem de “um novo ciclo”.
Porque a saída formal de tropas norte-americanas será com toda a probabilidade a passagem a outro formato de ingerência. Os EUA vão manter-se no Afeganistão por via de uma «combinação obscura de Forças de Operações Especiais clandestinas, mercenários a soldo do Pentágono e agentes secretos de inteligência».

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Uma história “sem álibis nem omissões”

Manuel Loff    30.Abr.21

Gerou-se um coro de elogios ao discurso do PR no 25 de Abril. Quem leia o discurso e conheça a pessoa e a sua trajectória, dificilmente encontrará razões para integrar esse coro. E algumas das posições elogiadas são, isso sim, merecedoras de severa discordância, nomeadamente a tentativa de apresentar o passado colonial e esclavagista do país como algo correspondendo a valores consensuais no seu tempo. «Chama-se a isso o uso político do passado».

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Terrorismo nuclear de Israel contra o Irão: destruição mútua garantida (MAD)

Nazanín Armanian    29.Abr.21

A agressividade terrorista de Israel acrescenta achas à explosiva fogueira do Médio Oriente. A administração Biden dá-lhe toda a cobertura: a política externa de Biden em nada rompe com a de Trump, tal como a deste prosseguiu o que Obama já fizera, e assim por diante. Não é por mudar o pessoal de serviço que se altera a acção do imperialismo EUA e dos seus aliados. E se o sionismo vê na sistemática desestabilização um meio de iludir as suas contradições internas, do lado do Irão as perspectivas são igualmente pouco animadoras.

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