As ilusões revividas: o melancólico retorno dos órfãos da burguesia nacional no Brasil

Edmilson Costa*    29.Mar.17

A política de conciliação de classes e alianças com a burguesia é a principal responsável pela tragédia social e política que estamos atravessando. Foram as suas traições, erros e vacilações que possibilitaram a emergência desse governo que está aí. Nos tempos de governo petistas desarmou-se os trabalhadores para a luta, cooptou-se o movimento social, despolitizou-se a juventude. O resultado dessa trajetória é esse governo usurpador de Michel Temer.

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As várias partituras de uma Revolução*

Fausto Neves    28.Mar.17

A produção musical da Revolução Bolchevique, em compositores e em intérpretes, na formação de músicos e de públicos, no acesso das massas à Música, não se fez esperar. A Música foi até às fábricas, clubes populares, cidades, campo, grandes e pequenos centros urbanos. A União Soviética ofereceu ao Mundo grandes e inesquecíveis nomes.

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Álvaro Lins

Miguel Urbano Rodrigues    27.Mar.17

Álvaro Lins é uma das mais notáveis figuras da intelectualidade brasileira, uma grande figura de democrata, de antifascista, de combatente pela paz, de revolucionário. Embaixador em Portugal na segunda metade da década de 1950 – num período em que, com a cumplicidade das “democracias” ocidentais, o salazarismo sobrevivia à derrota do nazi-fascismo na II Guerra - foi pelo Portugal resistente e contra o salazarismo que orientou a sua actividade, numa acção solidária que prosseguiu depois de abandonar o cargo, em ruptura com Juscelino Kubitschek.

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NATO e União Europeia: a óbvia e velha geminação

José Goulão    26.Mar.17

A chamada «construção europeia» é inseparável da estratégia e dos comportamentos da NATO. Uma e outra cuidam dos mesmos interesses. A versão oficial assegura que são a democracia e os direitos humanos; os cidadãos sentem e sabem, por experiência própria, que cuidam sobretudo da impunidade do mercado, do casino da finança, da austeridade, da desregulação de capital e trabalho, das guerras expansionistas e de rapina sempre que esses interesses as reclamem.

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A maré crescente do militarismo no século XXI – de Clinton a Bush, Obama e Trump

James Petras    25.Mar.17

Os grandes media internacionais destacam o aumento de gastos militares defendido por Trump. A verdade é que esse aumento tem sido constante. Dos US$302 mil milhões de Clinton em 2000 aos US$621 mil milhões de George W. Bush em 2008, até aos US$623 mil milhões de Obama em 2017. O recém-empossado presidente Trump está a pedir que aumente para US$650 mil milhões em 2018. A questão é que o imperialismo estado-unidense assenta o seu projecto de dominação num gigantesco poderio militar, e duas facções internas degladiam-se sobre a questão táctica do uso desse poder.

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Os náufragos*

Correia da Fonseca    24.Mar.17

No universo fragmentário da informação televisiva que temos, uma das realidades menos descrita diz respeito ao enorme universo dos que tinham um emprego e o perderam, dos que o procuram há muito ou pouco tempo e nunca o encontraram. E, entretanto, são muitas centenas de milhares, e a sua tragédia não é só uma soma de tragédias individuais, de fragmentos que ocultam a dimensão do conjunto.

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DOCUMENTO: COMUNICADO 04/2017

MPPM condena a actuação do Secretário-Geral da ONU no caso do relatório que denuncia política de apartheid de Israel

Os Editores    23.Mar.17

Há sete décadas a ONU optou por uma partilha do território histórico da Palestina, prometendo a criação de dois Estados. Mas enquanto um desses Estados, Israel, existe há 68 anos, o povo palestino continua a aguardar o cumprimento da promessa que a Assembleia Geral da ONU lhe fez e que foi sucessivamente renovada através de inúmeras resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral que Israel desafia diariamente. Israel conduz uma política de apartheid em relação ao povo palestino, e essa situação é denunciada num relatório publicado por uma entidade da ONU que Guterres mandou retirar. A posição assumida por António Guterres, cedendo à pressão de Israel e dos EUA, abre um grave precedente que faz temer o pior sobre o desenrolar futuro do seu mandato.

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Bloqueio económico de Porto Rico

Jesús Dávila    22.Mar.17

Porto Rico é gerido colonialmente pelos EUA desde finais do séc. XIX. A ilha caribenha tinha condições para desenvolver uma economia próspera, mas a situação de dependência colonial colocou-a à beira do colapso. Só desde a eclosão da actual crise geral do capitalismo o grande capital dos EUA levou de Porto Rico cerca de 330.000 milhões de dólares.

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Entrevista com Paulo Pasin

“2017 pode definir o futuro de gerações no Brasil”

Gabriel Brito*    21.Mar.17

«Todas as reformas e medidas deste governo têm como objectivo central fazer com que os trabalhadores e pobres paguem a conta da crise do sistema capitalista. Já aprovaram a limitação dos gastos sociais por duas décadas (saúde, educação, moradia, transporte colectivo, moradia popular etc.), penalizando os mais pobres. Agora querem aprovar a Reforma Previdenciária, Reforma Trabalhista, a terceirização ampla, geral e irrestrita.»

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Sobre a força económica e militar da Grécia

Rizospastis*    20.Mar.17

Pelo seu interesse documental, publicamos um texto do órgão central do KKE sobre aspectos relativos às Teses do seu próximo XX Congresso.

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Jornalista da CNN diz que a cadeia recebe pagamento por publicar notícias falsas

Agencias / La Haine    19.Mar.17

O que publicamos hoje é estritamente noticioso, sobre um tema frequentemente abordado em odiario.info: o papel dos grande media na estratégia do imperialismo e na cumplicidade com os regimes que o imperialismo protege, por mais sanguinárias ditaduras que sejam. A particularidade consiste em esta denúncia partir do interior da própria CNN.

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A CIA lê a teoria francesa: sobre o trabalho intelectual de desmantelamento da Esquerda cultural

Gabriel Rockhill    18.Mar.17

Está já muito solidamente identificada e investigada a intervenção da CIA no plano da cultura e das artes, no plano do esforço de influenciar a intelectualidade. Este texto recorda aspectos fundamentais de uma acção que, nestes moldes, remonta à guerra-fria. E que exige uma muito maior mobilização e combate, e de compreensão de que o terreno da cultura é hoje uma das frentes centrais do combate anti-imperialista.

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