A quebra da produtividade, a elevada distribuição de lucros e as transferências para o exterior que não pagam impostos

Eugénio Rosa    29.Jun.17

No 1º Trimestre de 2017 o VAB nacional a preços de base aumentou 2,1% em relação ao 1º Trimestre de 2016, mas a produtividade por empregado diminuiu neste mesmo período 1,1%. A produtividade do trabalho tem diminuído de uma forma contínua desde 2013. É um indicador de que a modernização do aparelho produtivo nacional não se está a fazer de forma rápida e sustentada, pois o aumento da produtividade do trabalho depende em boa parte das condições em que o trabalhador desenvolve a sua actividade, nomeadamente do investimento realizado pelas empresas na modernização e inovação. Muitas empresas, em lugar de investir os seus lucros, optaram por os distribuir aos seus accionistas indo depois endividar-se, como acontece com a EDP, que é um caso paradigmático. Muitos destes lucros são depois transferidos para o estrangeiro, uma parte deles para paraísos fiscais, não pagando impostos sobre dividendos em Portugal.

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O Grande Deus Trump e a Classe Operária Branca

Mike Davis    28.Jun.17

Este texto foi escrito pouco depois da vitória eleitoral de Trump. Desde então, mais dados terão sido avançados na análise desse resultado, na altura surpreendente para muitos. Mas não retiraram interesse à análise sociológica e política aqui feita, incidindo em particular sobre o comportamento dos eleitores no chamado «Rust Belt», uma larga mancha antes fortemente industrializada e com tradição de lutas operárias. E que adianta igualmente esclarecedores elementos sobre a «democracia à americana».

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A NATO e o neonazismo na Europa

Manlio Dinucci*    27.Jun.17

O poder fascista instalado em Kiev quer entrar oficialmente na NATO. A sua condição de membro daria à NATO o direito de declarar guerra à Rússia. Com as forças paramilitares nazis transformadas em unidades militares regulares e com neonazis no poder, a Ucrânia tornou-se uma meca do fascismo internacional. Os EUA/NATO são hoje os principais aliados e mentores do terrorismo e do fascismo.

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Braudel, Foucault, Lévi Strauss e a CIA

Pablo Pozzi    26.Jun.17

Foi desclassificado um documento de trabalho da CIA que fala do processo visando influenciar a intelectualidade francesa. Designa-o, justamente, como “guerra cultural” antimarxista, e já vem estando muito amplamente documentado. Essa guerra prossegue até aos nossos dias, e é muito interessante comparar o perfil dos intelectuais que a CIA considera mais eficazes para os seus objectivos com certas figuras “de esquerda” com lugar cativo na nossa comunicação social.

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“Em 2018 qualquer resultado é possível”

Piedad Córdoba ganhou um justo prestígio e reconhecimento internacional pela sua corajosa denúncia da violência paramilitar e da ilegitimidade política de Álvaro Uribe, e pelo seu empenho numa solução política para o conflito armado na Colômbia. Arbitrariamente despojada do lugar de senadora para que fora eleita, viu depois o próprio Tribunal Constitucional colombiano reconhecer a ilegalidade de tal medida e da suspensão do seu direito a ser eleita então decretado. Candidata-se agora às eleições presidenciais de 2018.

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Para onde vamos: socialismo ou barbárie?

Anita Leocadia Prestes    24.Jun.17

O retrocesso produzido pelos golpistas na vida nacional não deve obscurecer a responsabilidade dos governos do PT pela situação hoje presente no Brasil. O “partido dos trabalhadores” transformou-se numa versão brasileira da social-democracia europeia, com a diferença de que os conflitos sociais no Brasil, resultado de desigualdades extremas, não têm solução, mesmo que temporária, no quadro do capitalismo, como aconteceu com o “estado do bem-estar social”, criação dos partidos social-democratas na Europa. Experiência esta hoje falida, como é do conhecimento geral.

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O “desarmamento” nuclear na Europa

Manlio Dinucci    23.Jun.17

A ONU abriu em 15 de Junho uma verdadeira negociação para proibir as armas nucleares. O Tratado de Não Proliferação foi até agora uma farsa. Tende a manter a vantagem militar que as potências nucleares actualmente têm sobre os demais países. O novo tratado será tanto mais viável quanto mais generalizada for a consciência de que se trata de uma questão de sobrevivência para a própria humanidade.

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Somos muito mais fortes. A cimeira de Riad não terá qualquer efeito

Sayyed Nasralá *    22.Jun.17

O secretário-geral do Hezbollah traça um panorama da situação no Médio Oriente e avalia o impacto que a recente cimeira de Riad, com a participação de Trump, aí poderá ter. A resistência dos povos árabes, apesar dos imensos sofrimentos que lhes são impostos, tem defrontado com sucesso a ofensiva imperialista EUA/NATO e seus aliados regionais.

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Poderá ser Fátima objecto da História*

Luís Reis Torgal*    21.Jun.17

Poderá a historiografia de Fátima vir a progredir? A História, como ciência feita com base em documentos, dificilmente o conseguirá. Porque por mais que tenha feito o Santuário de Fátima na recolha e divulgação de documentos, e por mais que acreditemos que divulga tudo o que pode, o certo é que só se poderá evoluir no aprofundamento do objecto desde que se dêem a conhecer algumas fontes, como o epistolário oficial e particular do cardeal patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira ou a correspondência e o arquivo integral do “quarto mensageiro” Nunes Formigão.

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Trump, o presidente gangster

Fred Goldstein    20.Jun.17

A classe dominante é responsável por manter Trump no poder e por tudo o que de racista e reaccionário ele fizer. Trump é o seu representante como classe e as massas populares devem considerar os capitalistas responsáveis por todos os crimes que Trump cometer contra o povo.

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Eleições e terror*

Jorge Cadima    19.Jun.17

O referendo do Brexit e as recentes eleições exprimiram o descontentamento do povo britânico – uma das primeiras vítimas da ofensiva ‘neoliberal’ das últimas quatro décadas – com as políticas de empobrecimento da grande maioria e o obsceno enriquecimento duma pequena minoria, inseparáveis das políticas de guerra e terrorismo no plano mundial.

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Regabofe no banco público: a administração da CGD teve aumentos superiores a 82% mas pretende congelar salários dos trabalhadores até 2020

Eugénio Rosa    18.Jun.17

O ganho médio da esmagadora maioria dos portugueses diminuiu no período 2010-2015, quando comparado com o ganho médio da UE28. A maior parte dessa perda ainda não foi revertida. O mesmo não aconteceu com os membros do conselho de administração e de fiscalização da CGD, que logo após a enorme recapitalização da “Caixa” com o dinheiro dos contribuintes tiveram aumentos que variaram entre 79,6% e 166,9%. E pretendem agora manter congelados as remunerações dos trabalhadores da CGD até 2020, apesar destas remunerações não terem tido qualquer aumento desde 2010.

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