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O chefe do syriza oferece-se para colaborar com a UE – Carta de vassalagem a Barroso, Rompuy & Draghi
Os grandes media tudo têm feito para iludir dois factos acerca dos resultados eleitorais na Grécia. Um, que o povo grego rejeitou esmagadoramente as políticas de “austeridade” que lhe vêm sendo impostas; outro, que só há uma consequência lógica para essa recusa: o combate contra esta UE do grande capital. É para alimentar a ilusão de que dentro desta UE existe alternativa favorável aos povos que o PEE é financiado e o SYRIZA é tratado com tanta simpatia.
A Comuna de Paris foi a primeira revolução na qual a classe operária era claramente reconhecida como a única que ainda era capaz de iniciativa social, mesmo pela grande massa da classe média parisiense. Essa mesma parte da classe média tinha participado no esmagamento da insurreição operária em Junho de 1848; e tinha sido de imediato sacrificada aos seus credores.
A
«austeridade» é a forma como o sistema capitalista responde às crises cíclicas decorrentes do processo de acumulação de capital, de forma a retomar o processo de valorização do capital, por via da restauração das condições de rentabilidade - as taxas de lucro.
Dito por outras palavras, os ditos «programas de austeridade», independentemente da forma em que se apresentam, tem como principal propósito a redução dos custos unitários do trabalho, garantir uma maior apropriação da riqueza produzida pelo trabalho pelo capital, ou seja, garantir a transferência dos ganhos de produtividade do trabalho para o capital na tentativa de aumentar a taxa de exploração.
O chamado estado regulador revela-se, afinal, um estado pseudo-regulador (ou um pseudo-estado regulador), um estado que renuncia ao exercício, por si próprio, dessa ‘função reguladora’, inventada para responder à necessidade de, perante a ‘privatização’ do próprio estado, salvaguardar o interesse público.
Uma das características mais marcantes dos protagonistas da política de direita ao longo dos últimos 36 anos - para além, está claro, da mediocridade - é a desfaçatez. Os actuais lacaios da troika seriam anedotas se para o povo não fossem tragédias.
Quando o pensamento económico dominante se exprime com franqueza é compreensível: por exemplo quando confirma que a alternativa a um desenvolvimento económico baseado na defesa do interesse nacional – que nada lhe interessa – só pode ser, no actual quadro, o do empobrecimento generalizado. Para que sejam preservados os privilégios e a riqueza de meia-dúzia.
No cerne do grande debate ideológico travado no âmbito do movimento comunista internacional uma questão continua a suscitar um interesse absorvente: a transição do capitalismo para o socialismo. Já Lenine dizia que ela seria infinitamente mais difícil do que a tomada do poder em Outubro de 17. E até hoje não encontrámos respostas satisfatórias.
Publicamos a Declaração de Aleka Papariga feita no dia seguinte às eleições na Grécia. Posteriormente a esta declaração foi já publicada também uma Declaração do CC do KKE. Quando se verifica por todo o lado, e inevitavelmente também no nosso país, o renovar de uma violenta campanha contra os comunistas gregos, é indispensável conhecer o que eles próprios dizem e não a grosseira caricatura que é feita das suas posições. Os oportunistas, para poderem dormir descansados, têm de ter a memória curta. Se na área do BE houvesse um pouco de vergonha, o que vários dos seus militantes deveriam fazer não seria insultar o KKE, seria pedir desculpa ao povo grego por terem votado, na Assembleia da República, a favor da “ajuda” da troika que hoje arruina a Grécia.
Nas eleições Francesas
Os EUA classificaram de infâmia a suspeita levantada por Chávez em relação ao facto de diversos líderes latino-americanos surgirem doentes de cancro. Mas a negra história dos crimes de Estado praticados ou tentados pelo imperialismo é longa, e os recursos utilizados tanto podem ser o assassínio à bala, como sucedeu com Patrice Lumumba, como outros recursos bastante mais sofisticados.
Nos últimos dias, após a divulgação pelo Eurostat dos dados sobre o desemprego que revelaram que, em Março de 2012, o desemprego em Portugal tinha subido de novo significativamente, o governo e os seus “amigos” da “troika”, assim como os defensores do pensamento económico neoliberal dominante nos media multiplicaram-se em declarações manifestando a sua surpresa pelo aumento do desemprego.
Como isso não fosse o resultado inevitável da politica de austeridade violenta e de cortes brutais na despesa pública que estão a impor ao país. É mais um exemplo de uma campanha gigantesca de manipulação da opinião pública a que, infelizmente, muitos jornalistas e os maiores media se prestaram também.
A ministra da Justiça declarou, para o país todo ouvir, que Portugal está em bancarrota. O primeiro-ministro sempre recusou sequer tal hipótese; o ministro das Finanças, obviamente o membro do governo mais qualificado em matéria de bancarrotas, insolvências, falências, incumprimentos, desgraças similares e correlativas, sempre garantiu que Portugal prosseguia sem enormes razões para temores o seu percurso confessadamente difícil. Quem irá esclarecer a questão, que deve ter deixado os «mercados» que vampirizam Portugal com juros usurários a esfregar as mãos?
A decisão argentina de renacionalizar parcialmente a empresa petrolífera YPF desencadeou um coro de protestos indignados do grande capital, colorido por fortes ressonâncias coloniais. O que provoca tamanha indignação é a perda de uma teta para espremer. O grande capital internacional quer que a Argentina seja um país «da quinta divisão» para poder continuar a saqueá-lo.
O 25 de Novembro de 1975
Quando passam 38 anos sobre o 25 de Abril de 1974, concluimos a publicação de três artigos sobre esse momento fundamental da nossa história. Que continua bem presente, por muito que isso doa aos que continuam a sonhar com o que chamam “regime anterior”.
Este documento, aprovado no XVIII Congresso do Partido Comunista da Grécia realizado em 2008, é longo e terá de ser impresso para a necessária leitura cuidada. Textos como este estimulam a reflexão, o estudo, o debate e a luta por uma sociedade socialista.
Processo Revolucionário e Contra-Revolucionário
Quando passam 38 anos sobre o 25 de Abril de 1974, iniciamos a publicação de três artigos sobre esse momento fundamental da nossa história. Que continua bem presente, por muito que isso doa aos que continuam a sonhar com o que chamam “regime anterior”.

Esteve em Portugal recentemente uma delegação da “troika” estrangeira para avaliar o cumprimento das imposições a que o país foi submetido, tal como país sujeitado a tributo ao estilo dos impérios da antiguidade ou medievais. O relatório que apresentou é um documento humilhante, tanto em relação às suas conclusões (todas no sentido do prosseguimento e da intensificação da política de destruição económica e social em curso) como em relação à forma servil como tais conclusões são acolhidas pelos seus lacaios nacionais.
Recordei lutas, recordei camaradas que contribuíram para me tornar comunista. Todos hoje mortos: Luiz Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Luís Maranhão, Mario Schemberg, Dias Gomes, Jorge Amado, Fernando Santana, João Saldanha, Giocondo Dias, Caio Prado, Mário Lago e muitos outros.
A ideologia pós-modernista é responsável por grande parte das derrotas dos movimentos sociais nestas duas décadas. Não só porque esse modismo teórico influenciou parte da juventude e lideranças dos movimentos sociais, como também porque levou à frustração milhares de lutadores sociais. Isso porque as lutas fragmentadas geralmente se desenvolvem de maneira espontânea. No início tem uma trajetória de ascenso, empolga milhares de pessoas, mas logo depois o movimento vai enfraquecendo até ser absorvido pelo sistema.
As áreas de formação e as actividades de origem dos responsáveis governamentais e políticos em geral constituem uma útil pista de análise em relação às linhas programáticas ou ao estilo de governação que tendem a conduzir, naturalmente com as variantes que resultam da especificidade concreta de cada país. No caso de Portugal com a especificidade de, em muitos casos, aquilo que do ponto de vista ético constituiria uma incompatibilidade constituir uma recomendação para o grande capital.


