Jean Salem, 1952-2018

Marxismo, uma filosofia da praxis para a revolução.

Jean Salem*    15.Ene.18

Chegou-nos a dolorosa notícia do falecimento de Jean Salem. Deixa-nos assim um ser humano excepcional, um dos grandes filósofos marxistas do nosso tempo, um combativo revolucionário cuja penetrante inteligência abarcava todas as expressões do que é humano. Alguém que, reflectindo profundamente acerca da felicidade sabia que ela é, em última análise, inseparável da ideia de revolução. De alguém cuja coerência e inteligência de pensamento e intervenção tinham granjeado admiração e respeito em todo o mundo. Um grande amigo de odiario.info.
No ano em que passa o bicentenário do nascimento de Marx, fica-nos este vazio do muito que ainda tinha a dizer-nos, mas também o rico património de reflexão criadora que nos lega. De entre os vários textos seus que publicámos revisitamos este, de 2013, e recuperamos palavras que acerca dele escrevemos: “o pensamento de Jean Salem é uma notável confirmação da vitalidade e actualidade do marxismo. Não de um marxismo académico, mas do marxismo reflectido por um académico que é também um revolucionário.”

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Lomustina 2018

António Santos    14.Ene.18

Um exemplo, entre muitos outros possíveis, de como o capitalismo transforma a saúde de direito em chorudo negócio. Um tumor cerebral não é uma grave doença: é um “nicho de mercado.”

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Que pena eu tenho do interior…*

Agostinho Lopes    12.Ene.18

PSD e CDS andam preocupados com o interior. O sr. Presidente da República também. E o PS não lhes fica atrás. Preocupadíssimos. Preocupados, sobretudo, com as consequências negativas dos incêndios florestais para a sua imagem política, descobriram agora, novamente, o «interior». Descobriram que a desertificação económica e humana de vastas regiões do País é causa de incêndios. E vai daí, é um ver se te avias.

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A situação do jornalismo e as necessidades do negócio*

Fernando Correia    11.Ene.18

«Não se trata de esquecer que a produção da informação tem de ser economicamente viável, como qualquer outra actividade produtiva, mas sim de verificar até que ponto se aprofunda a contradição – inerente ao capitalismo – entre o crescente poder social dos media e a sua apropriação privada para fins lucrativos, especulativos, de conquista de poder ou de influência no poder.»

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Intervenção da Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común (FARC) em reunião de balanço e análise do primeiro ano de implementação dos Acordos de Havana.

FARC    10.Ene.18

Um ano passado sobre a assinatura em Havana dos Acordos de Paz, o balanço da sua implementação é muito negativo. Nem no plano político, nem nos planos económico e social foram dados quaisquer passos do que fora acordado, e recrudesce a violência paramilitar, agora de mãos ainda mais livres. Num quadro internacional desfavorável em que o imperialismo não quer ver enfraquecido o seu controlo sobre a plataforma colombiana, tudo o que há de pior – das instituições à reacção e aos barões da droga - age contra a paz e contra o povo. E é alarmante que as FARC encarem como último recurso o apelo à intervenção de alguém como Juan Manuel Santos.

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Enorme dívida à Segurança Social: as empresas financiam-se à custa do dinheiro dos trabalhadores e da pobreza dos pensionistas

Eugénio Rosa    09.Ene.18

Entre 2005 e 2016, a chamada divida bruta (total) à Segurança Social passou de 2.150 milhões € para 12.579 milhões €, ou seja, cresceu 485%. As empresas fazem os descontos nos salários dos trabalhadores mas depois não os entregam na Segurança Social. Há ainda a fraude e evasão contributiva à Segurança Social, que é enorme, e nada é feito para a combater. O não pagamento das contribuições declaradas transformou-se num importante meio de financiamento das empresas à custa da Segurança Social, e ninguém põe cobro nem fala no assunto. Em vez de tomar medidas para a cobrar, o próprio governo considera que a maior parte desta divida já está perdida. Entre 2005 e 2016, ou seja entre o governo Sócrates/Vieira da Silva e o governo Costa/Vieira da Silva, a divida considerada perdida aumentou 3.131%, ou seja, 32 vezes. E o governo nem se dá ao trabalho de justificar.

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Desenvolvimentos na África Austral*

Carlos Lopes Pereira    08.Ene.18

Na África Austral estão em curso desenvolvimentos em alguns países onde se vivem velhos problemas e se colocam novos desafios. Na África do Sul, o ANC elegeu um novo líder, Cyril Ramaphosa, com a tarefa de unir o partido, salvaguardar a aliança com o Partido Comunista Sul-africano e a COSATU e ganhar em 2019 a presidência da República. No Zimbabwe, afastado Robert Mugabe, o novo presidente do país e da ZANU-PF, Emmerson Mnangagwa, procura revitalizar a economia e reconquistar a confiança popular. Em Angola, o presidente João Lourenço iniciou o mandato e quer, com o MPLA, «melhorar o que está bem e corrigir o que está mal». Em Moçambique, o governo da FRELIMO trabalha para consolidar a paz e o desenvolvimento.

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O Irão em 2018

Paul Craig Roberts    07.Ene.18

Uma oportuna reflexão sobre os acontecimentos no Irão. As manobras de desestabilização comandadas pelos EUA começam a ser um mecanismo em que todas as peças já são conhecidas e previsíveis: protestos “espontâneos”, violência, “defesa dos direitos humanos”, intervenção militar. Houve entretanto um percalço: no Conselho de Segurança da ONU os EUA ficaram isolados. Nem a França de Macron os acompanhou.

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Ricos e pobres*

Jorge Cadima    06.Ene.18

Alguns ideólogos do capitalismo constatam como as desigualdades se acentuam de forma radical e como o capitalismo é incapaz de dar resposta ao problema, mau «não apenas para a paz social, mas até para a sobrevivência das democracias estáveis». A sua opção de classe não vê saída que não seja catastrófica. Acontece que a única saída que existe – a saída revolucionária – será catastrófica para o capitalismo, mas não para os povos.

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O que é que aconteceu à semana de trabalho de 40 horas?

David Rosen    05.Ene.18

Fez em 2017 duzentos anos uma das reivindicações históricas do movimento operário: a semana de trabalho de 40 horas. Dois séculos passados, tanto a semana como a jornada de trabalho poderiam ser muito inferiores ao que foi então reivindicado. Mas o que se verifica não é a redução mas o aumento. O capitalismo vai-se apossando não apenas das horas de trabalho, mas de todas as horas da vida das pessoas.

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A Uberisação da Economia - sonho do capital

Jacques Sapir    04.Ene.18

A UBER não é apenas um problema no sector dos transportes. É a concretização de um modelo que conduz à eliminação do assalariamento e ao desaparecimento dos direitos que lhe estão associados. É por isso que a decisão de um tribunal de Londres de obrigar a UBER a reclassificar os seus condutores como assalariados é tão importante. E é por isso também que a passividade do governo do PS em relação à UBER (culminando com a falada intenção de lhe perdoar multas decorrentes da aplicação da lei) deve ser denunciada.

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A Nato na Itália

Manlio Dinucci    03.Ene.18

Para a NATO, a Itália não passa de uma enorme plataforma de apoio logístico.Com o inteiro acordo de sucessivos governos, as bases ampliam-se, adaptam-se à instalação de meios militares cada vez mais poderosos. O povo italiano, evidentemente, não é consultado. Mas estas obras são em grande parte pagas com o seu dinheiro. E colocam o território italiano na primeira linha de fogo.

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