Novidades
Anabela Fino*
:: Outros autores :: 01.Ago.10
Dizer uma coisa e o seu contrário e apresentar a contradição como um mérito da coerência é o maior e o único milagre contínuo em dois mil anos da Igreja Católica:
“num parágrafo alimenta-se a sede de justiça dos oprimidos, noutro cuida-se dos interesses dos opressores. Porque isto de pactos entre patrões e sindicatos, exploradores e explorados, direita e esquerda, algozes e vítimas não passa de poeira para os olhos destinada a prevenir o que de facto assusta a Igreja, ou seja o reconhecimento de que «situações extremas de pobreza e de fome podem conduzir à revolta e à violência, numa sociedade de desigualdades»”.Da Droga
Jorge Cadima*
:: Outros autores :: 31.Jul.10
“Quem disse que o crime não compensa?
(…) O Departamento da Justiça [dos EUA] resolve as acusações criminais utilizando acordos de adiamento do processo, em que o banco paga uma multa e promete não voltar a violar a lei». Para os banqueiros não há pistolas taser…”“A outra guerra” de Obama
M K Bhadrakumar*
:: Outros autores :: 31.Jul.10
Como evidência que é, já não carece de explicação: sempre que o imperialismo promove uma guerra com o pretexto de instalar «uma democracia» no país invadido, o que fica, para além da ocupação e da perda da soberania, é um cortejo de miséria e sofrimento e uma clique de fantoches que faz de conta deter o poder.E o Directório alemão
Rafael Poch*
:: Outros autores :: 30.Jul.10
“Segundo Der Spiegel a Chanceler Angela Merkel e o seu ministro Schäuble encomendaram já um projecto de medidas para o caso de o pacote de ajuda ao euro se mostrar insuficiente para tirar de apuros os bancos europeus e as economias nacionais.
Tratar-se-ia do seguinte: a troco da reestruturação da dívida, tirar aos governos de países como Grécia, Portugal, Espanha e outros, o pouco que lhes resta de soberania, criando um directório com amplos poderes, com base em Berlim, que governe amplos aspectos das suas economias e políticas orçamentais. Este cenário, assinala o documento, “requereria restrições da soberania” e colocaria a política orçamental sob controlo de, “um indivíduo, ou grupo de indivíduos, familiarizados com as características regionais da nação devedora”, nomeados pela Alemanha entre um comité de peritos.
(…) A torpeza do governo alemão na sua nova ânsia de governar a Europa e sair globalmente fortalecida da crise, parece alcançar níveis antes insuspeitados.”No sistema financeiro internacional
Michael R. Kratke*
:: Outros autores :: 29.Jul.10
Segundo Michael R. Kratke, Professor de Economia Política e Director do Instituto de Estudos Superiores da Universidade de Lancaster no Reino Unido, a BP é uma bomba de relógio no sistema financeiro mundial.
A empresa refinancia-se com derivados creditícios e fundos de pensões que agora, e para infelicidade dos seus clientes, têm grandes perdas. Dois elementos tão centrais como obsoletos do actual capitalismo – uma economia baseada na emergia fóssil e na especulação financeira à escala planetária – levam-nos directamente à próxima catástrofe.Os Editores
:: Editores :: 28.Jul.10

Partido Comunista da Grécia (PCG)
:: Outros autores :: 27.Jul.10
Publicamos hoje um comunicado do Partido Comunista da Grécia sobre a insólita decisão do Tribunal Internacional de Haia de considerar não violadora do direito internacional a declaração unilateral de independência do Kosovo.Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP*
:: Outros autores :: 26.Jul.10
Publicamos hoje um comunicado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) sobre a política de continuidade do presidente de turno agora eleito para a Colômbia – Juan Manuel Santos.Antonio Torres*
:: Outros autores :: 26.Jul.10
Ao fazer votar a proibição do uso da burka em Espanha, onde nunca se viu uma mulher com ela vestida, o que o nacionalismo espanhol pretende é “recriar o mito fundador da Espanha, aquele que contempla a existência de uma suposta Espanha unida, herdeira da Hispânia romana mas governada por godos, portanto muito branca e europeia, sem contaminações africanas ou orientais de qualquer tipo…”Jim Lobe*
:: Outros autores :: 26.Jul.10
Que teria levado o Pentágono a divulgar agora as importantes riquezas do subsolo do Afeganistão, se há anos que elas eram do seu conhecimento há anos e o New York Times a escrever sobre o assunto um importante e destacado artigo?
“Tendo em conta as notícias cada vez mais pessimistas que chegam do Afeganistão – e da estratégia americana ali aplicada – alguns analistas acreditam que o artigo, publicado em frontispício, foi planeado com o objectivo de inverter o sentimento crescente da opinião pública de que o custo que representa essa guerra não merece a pena.”Ángel Guerra Cabrera*
:: Outros autores :: 25.Jul.10
Muitas são as inverdades que «a máfia mediática» - para usarmos uma expressão de Ángel Guerra Cabrera neste texto –, ao serviço das várias tendências políticas da burguesia e do imperialismo, têm veiculado e continuam a veicular sobre as lutas libertadoras dos povos.
Neste texto, Ángel Guerra diz-nos que Nelson Mandela não foi o «pacifista descafeínado» que a burguesia nos pretende apresentar no final da sua vida e fala-nos do enorme contributo de Cuba revolucionária para a libertação de África.Manuel Gouveia*
:: Outros autores :: 24.Jul.10
“O precoce lançamento da campanha procura afastar a atenção do concreto, descentrar as massas da resistência a estas políticas para o marco eleitoral, e reduzir esse marco eleitoral à opção entre dois pólos alimentados numa retórica sem conexão com o real, criando num mesmo lado da luta de classes duas opções artificialmente opostas, Cavaco e Alegre, PSD e PS”.Por enquanto
Ángeles Maestro*
:: Colaboradores :: 21.Jul.10
A social-democracia gosta de mostrar familiaridade com os preceitos do império, que copia com alegria, por isso não surpreende que o PSOE participe com solenidade num “debate sobre o estado da nação” (no Estado espanhol, qual delas?) que mais não foi do que um “blá-blá dialéctico entre facções que disputam entre si a representação” dos interesses do capital.
E nem se dão conta que a violência intrínseca ao sistema que servem provoca um sofrimento crescente em milhões de trabalhadores e nas suas famílias.beixou (2009) para 4,3%!
Eugénio Rosa*
:: Outros autores :: 20.Jul.10
Em 2009, o imposto sobre lucros efectivamente pago pela banca em Portugal foi de 4,3%, em vez dos 26,5% cobrados às empresas (IRC+derrama) que não têm possibilidades de acesso aos esquemas legais a que a banca e o grande capital recorrem.
Feitas as contas em vez dos 457.125 milhões de euros que devia pagar pelos 1.725 milhões de euros de lucros obtidos em 2009, a banca portuguesa pagou, efectivamente, 74 milhões de euros de IRC mais derrama.Todo o que não devia saber sobre a Eritreia
Grégoire Lalieu e Michel Collon
:: Outros autores :: 19.Jul.10
Todo o Corno de África está ocupado pelas potências neo-coloniais. Todo? Não! Um país povoado de irredutíveis revolucionários resiste ainda e sempre ao invasor. Nesta última parte do nosso capítulo consagrado à Eritreia, Mohamed Hassan revela-nos a receita da revolução eritreia. Um país africano pode desenvolver-se deixando as multinacionais à porta? Por que razão continuam tensas as relações entre a Eritreia e o seu vizinho etíope? O presidente Isaias Afwerki é um herói da revolução ou um ditador que censura os media?Com Sabor a Ranço
Correia da Fonseca*
:: Colaboradores :: 18.Jul.10
As campanhas mistificadoras multiplicam-se a propósito de tudo e de nada, num esforço de reinvenção da roda, para manter os povos presos à caixa que mudou o mundo, até agora para pior:
“Não são boas perspectivas, não será boas notícias. Os mais velhos, e também os mais lúcidos, ainda lembram talvez com nostalgia a designação da TV como «janela para o mundo».
Na verdade, nunca chegou a sê-lo. Mas anuncia-se agora que poderá ser cada vez mais uma estreita fresta para um pátio interior. Eventualmente em relevo e com óculos pelintras a condizer.”Luís Carapinha*
:: Outros autores :: 17.Jul.10
Neste texto, Luís Carapinha diz-nos que os EUA prosseguem o caminho iniciado de reintervenção na América Latina com o golpe de Estado nas Honduras: “Obama prossegue assim o bloqueio contra Cuba e intensifica a conspiração contra a Venezuela e os restantes países da ALBA, ao mesmo tempo que apoia a agenda da grande burguesia, como mostram os casos do Brasil e da Argentina. Reverter e derrotar as singulares experiências de transformação revolucionária e desarticular os diferentes espaços de integração latino-americana é condição essencial para a recolonização imperialista do sub-continente.”O sucesso pode ser pior que o fracasso
Tom Engelhardt*
:: Outros autores :: 15.Jul.10
Para Tom Engelhardt, historiador e professor de jornalismo, David Petraus apenas pode aspirar a uma vitória pírrica.
É que «qualquer “sucesso” da estratégia de contraguerrilha jamais significará coisa alguma, a menos que os EUA, baseados no mesmo pensamento estratégico, invadissem a seguir o Paquistão, a Somália, o Iêmen e inúmeros outros países. Por outras palavras, os EUA teriam de conseguir fazer algo que os anos Bush provaram, definitivamente, que os EUA não conseguem fazer: impor a Pax Americana em todo o planeta Terra.»E o aprofundamento da crise do capitalismo
John Bellamy Foster e Robert W. McChesney*
:: Outros autores :: 13.Jul.10
Na presente crise, tão ou mais profunda que a iniciada em 1929, «um regresso ao tipo de programas sociais associados ao New Deal, o autêntico ou ao segundo New Deal, a verificar-se, só será expectável mais tarde, depois do esforço inicial de salvamento.
Além disso, é improvável que tal venha a concretizar-se numa extensão considerável caso não haja uma revolta de baixo, numa escala pelo menos tão grande como a de meados dos anos 30. O movimento laboral tem mais uma vez de renascer das cinzas.»
Mas há que ter em conta as palavras de John Kenneth Galbraith: “A depressão dos anos 30 nunca chegou ao fim. Desapareceu muito simplesmente na grande mobilização dos anos 40” que a II Guerra Mundial ocasionou.John Catalinotto*
:: Colaboradores :: 12.Jul.10
“Tal como qualquer outra presidência americana, a actual administração está cativa da gigantesca máquina militar americana para gerir a política externa, tal como está cativa de Wall Street e dos grandes bancos no que respeita à política económica e das grandes empresas petrolíferas no que se refere ao ambiente. O Pentágono, na prática, coagiu a administração a alargar a guerra no Outono passado quando revelou sub-repticiamente os planos de contra-insurreição aos meios de comunicação antes de os apresentar ao presidente. Não é a demissão de um general que vai alterar este equilíbrio.”

“Mais do que um dever, vetar a venda Vivo foi uma bravata – temperada pela não percepção de que em capitalismo o poder político está subordinado ao poder económico – que levou Sócrates a enfrentar os interesses imediatos do grupo BES. Mas em capitalismo, como claramente sentenciou um ex-presidente do Bundesbank, «os políticos devem acatar as decisões dos mercados».”
A leitura do fundamentado texto de Layla Anwar deixa o leitor como uma angústia revoltante e algumas interrogações:
Como é possível no século XXI tamanha barbárie?
O que significa direitos humanos para o poder nos EUA?
Como é possível os governos de todos e cada um dos nossos países colaboraram, e pior, terem relações de subordinação com tão desapiedados criminosos?
Cada vez é mais evidente por que razão os EUA não aceitaram para os cidadãos norte-americanos a territorialidade do Tribunal Penal Internacional.
“Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação; mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.”
O título deste texto de John Pilger sugere-nos que a manipulação informativa a partir dos centros de decisão é encarada como um acto bélico, uma qualquer carga militar sobre o inimigo.
Por isso, “as campanhas coloniais são realmente «guerras de percepção», escreveu o actual comandante David Petraus, onde os media popularizam os termos e as condições. «Narrativa» é a palavra acreditada porque é pós-moderna e carente de contexto e verdade. A narrativa do Iraque é que a guerra está ganha, e a narrativa do Afeganistão é que esta é uma «guerra boa»”.
Para os comunistas gregos a única opção [para a presente crise do capitalismo] é a saída popular, que não pode ser outra senão o socialismo. Não há saídas intermédias, tão pouco reformistas, num mundo, a seguir à derrota soviética, em que sectores da pseudo-esquerda sentem pânico da luta pela transformação revolucionária da sociedade.
odiario.info associa-se à homenagem prestada ao General Vasco Gonçalves, na passagem do 5º aniversário da sua morte, com a publicação de textos de José Casanova, membro do Comité Central do PCP e director de Avante, de Maria João Gonçalves, filha do General Vasco Gonçalves, e de Miguel Urbano Rodrigues, editor de odiário.info.
E de repente, abateu-se um manto oficial de silêncio sobre a gripe A.
No entanto, a passagem do tempo não pára as acusações (já não são críticas) à Organização Mundial de Saúde pela sua actuação no surto de vírus H1N1: “alguns peritos que participaram na redacção das directrizes gerais da OMS face a uma pandemia gripal receberam remunerações de indústrias farmacêuticas - Roche e GlaxoSmithKline – implicadas na fabricação de medicamentos ou de vacinas contra os vírus gripais”.
Facilmente, nós portugueses, ficamos embasbacados perante um qualquer chorrilho de asneiras e deturpações, se elas vierem de um “bem-falante” Professor universitário.
Neste curto texto, Filipe Diniz desmascara o auto-intitulado “marxista” Boaventura de Sousa Santos e as suas delirantes afirmações com ampla divulgação internacional, sobre a concepção marxista de classes e de luta de classes.
Torna-se cada vez mais evidente por que razão o bilderberg Pinto Balsemão escolheu Boaventura Sousa Santos como o “marxista” da sua Visão.




