Pequenos passos

João Ramos de Almeida    24.Feb.18

O diálogo entre PS e PSD, após o congresso deste, deve ser acompanhado com o maior interesse. Fala-se agora muito dos riscos de “um novo bloco central”, mas há que ter cuidado com tal terminologia. Em primeiro lugar, esse “centro” situa-se bastante à direita. Depois, a convergência de orientações em matérias de fundo entre PS e PSD nunca deixou de se verificar. Veja-se por exemplo a votação e os argumentos do PS quanto à questão da renacionalização dos CTT.

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Violência e conflito

Mauro Luis Iasi    23.Feb.18

O governo golpista de Temer colocou o Rio de Janeiro sob intervenção militar, a pretexto do combate ao tráfico de droga. Mas a operação não atinge um único dos elementos fulcrais da em que esse tráfico assenta: nem o financiamento e a dispendiosa e sofisticada estrutura; nem os cúmplices colocados em postos-chave dos governos, do sistema judicial, do exército, da polícia; nem os esquemas de branqueamento de capitais. Nenhuma operação no Rio de Janeiro que termine sem prender o Governador do Estado e o presidente da Assembleia Legislativa pode ser levada a sério.

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Como Cuba revela toda a mediocridade do Ocidente

Viktor Dedaj    22.Feb.18

A propósito de comentários sobre Cuba em media franceses, uma interessante reflexão acerca da integração de intelectuais “de esquerda” no leque das opiniões toleradas pelos grandes meios de comunicação social. Fundamentalmente, para a generalidade destes, se é a mediatização que os torna assim, ou se é por serem assim que são mediatizáveis.

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A CGD apresentou lucros, mas há motivos para preocupação

Eugénio Rosa    19.Feb.18

Como a CGD apresentou resultados positivos de 52 milhões € em 2017, os media e o próprio presidente da República vieram felicitar a administração presidida por Paulo Macedo pelo êxito alcançado. Mas os números não justificam tanta festa. As contas divulgadas pela CGD revelam que o resultado positivo foi conseguido fundamentalmente à custa: (1) De um corte muito significativo nos juros pagos aos depositantes; (2) Do aumento das comissões liquidas obtidas, o que determinou para muitos depositantes um corte no seu capital já que não recebem juros ou recebem quase zero pelos depósitos; (3) De um elevado montante de mais-valias obtidas com a venda de títulos, ou seja, receita aleatória; (4) De resultados líquidos positivos da actividade internacional (que a Comissão Europeia quer que se seja vendida). E a concessão de crédito e também os depósitos diminuíram em 2017, o que não pode deixar de causar legitimas preocupações.

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O Exército da UE

Will Podmore    17.Feb.18

O avanço da chamada Cooperação Estruturada Permanente (PESCO) da UE é mais um enorme passo no sentido da criação de um exército europeu. E, como o autor observa, esse exército UE, mais do que um pilar do federalismo é um pilar de um único estado “europeu”.

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Sabotagem à democracia na Venezuela

Atilio Boron    15.Feb.18

Depois de longos meses de diálogo e negociação em Santo Domingo, o governo e a oposição venezuelana tinham chegado a um acordo. Apenas faltava a cerimónia da assinatura. Mas as ordens de Washington fizeram tudo voltar atrás. Para os EUA a única solução aceitável é a do caos, da violência e da intervenção militar. Sejam quais forem os custos e a dimensão da tragédia.

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Sobre a nudez forte da verdade – o manto diáfano da fantasia

OTC    14.Feb.18

O desinvestimento na Ciência em Portugal nos últimos 6 anos é devastador. A deriva de políticas científicas acompanhada por uma catastrófica política de recursos humanos e pelos cortes brutais de orçamento durante o período de intervenção da troika atinge hoje proporções que ultrapassam as análises mais pessimistas que se foram fazendo ao longo da última década.

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A reestruturação violenta do mercado de trabalho em Portugal

Eugénio Rosa    13.Feb.18

Embora possa ter passada despercebida a sua dimensão, o certo é que no nosso país, com a crise e com a “troika,” se registou uma reestruturação violenta e rápida do mercado de trabalho, que determinou a expulsão maciça de trabalhadores com o ensino básico, em escala muito superior ao emprego destruído. Associado a isso aumentou a proletarização e a precariedade, e os baixos salários tornaram-se cada vez mais dominantes.

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Intervenção na abertura do Fórum Social Mundial

«Para sairmos desta caminhada vertiginosa para o abismo, é necessário evitar que o mercado substitua a política»

António Avelãs Nunes    12.Feb.18

Avelãs Nunes“Neste tempo de crise estrutural do capitalismo os trabalhadores do Brasil, da América Latina, da Europa, dos EUA e de todos os continentes hão-de compreender a urgência de transformar o mundo, começando por mudar as políticas levadas a cabo nas últimas três ou quatro décadas pelo estado capitalista.”

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Tillerson, um périplo fracassado

Ángel Guerra Cabrera    10.Feb.18

No artigo que ontem publicámos era feita a denúncia dos planos EUA para uma escalada de agressão contra a Venezuela, e do périplo do Secretário de Estado Tillerson visando arregimentar apoios. Mas o que conseguiu foi muito pouco, se comparado com a arrogância imperial com que fora antecipado. O poder militar EUA está cada vez mais distante do seu poderio económico. Mesmo os países latino-americanos que nada têm de progressistas constatam que até a defesa dos interesses das suas burguesias implica perspectivas menos sujeitas ao decadente vizinho do norte.

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Confirmado: os EUA reconhecem que as sanções visam o colapso da Venezuela

Misión Verdad    09.Feb.18

A ingerência e a agressão dos EUA e seus aliados contra a Venezuela sobe de tom e é abertamente assumida: com a CIA no comando, trata-se mais um processo em que todos os meios são colocados no terreno no sentido de criar o caos no país, de aí intervir militarmente, de tomar posse das riquezas nacionais, de destruir o processo bolivariano. O que os EUA vêm fazendo em particular no Médio Oriente e em África querem agora prossegui-lo na América Latina.

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Polónia: vítimas, cúmplices e manipuladores

Manuel Loff    07.Feb.18

Na Polónia, hoje governada pela extrema-direita, a reescrita da história inclui a proibição – em nome do “bom-nome da Polónia” – da menção aos campos de extermínio que os nazis ali instalaram, ou à cumplicidade com o ocupante nazi-fascista no massacre anticomunista e anti-semita por parte de colaboracionistas e fascistas polacos.

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