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O conhecimento deste importante discurso é relevante em muitos aspectos: pela análise aprofundada e frontal que nele é feita das dificuldades com que a Cuba socialista se defronta hoje, com particular destaque para a situação no plano económico e para as questões da corrupção e da criminalidade, em muitos aspectos indissociáveis da persistente acção dos inimigos internos e externos da revolução cubana. Mas, lido no Portugal de hoje, este discurso tem ainda a importância de deixar claro o contraste abissal que existe entre os que enfrentam os grandes problemas nacionais procurando resolvê-los a favor do povo, do progresso social e da independência nacional, e os que, como o governo PSD/CDS, hipotecam servilmente os interesses do povo e do país à ordens do grande capital transnacional.
Os caminhos da agressão à Síria passam através do Líbano. Os caminhos que estrategicamente agridem o Irão passam através da Síria. Os caminhos que agridem ou afectam estrategicamente a Rússia e a China passam através da Síria e do Irão.
Contrariamente à ideia que o governo e o patronato, com a conivência da UGT, têm procurado fazer passar junto da opinião pública, o chamado “Acordo” que tem a designação “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” não vai determinar nem crescimento, nem mais competitividade, nem mais emprego.
Ignora os problemas mais graves da economia portuguesa – quebra significativa do mercado interno; falta de financiamento da economia; aumento das desigualdades – e só os irá agravar, provocando mais desemprego e ainda maior transferência dos rendimentos do trabalho para os patrões.
Num quadro em que a China ultrapassou o Japão situando-se como a segunda maior economia mundial, a Academia Chinesa de Ciências Sociais conclui que “as nações asiáticas precisam de reestruturar os seus padrões de crescimento de modo a reforçar o comércio regional e a cooperação nas áreas monetária e de investimentos, precavendo-se contra a queda de exportações para os Estados Unidos e a União Europeia.”
“Com o avanço do capital na agricultura, a realização da Reforma Agrária depende tanto da luta dos trabalhadores rurais, com as nossas ocupações, marchas e protestos, como também de uma grande mobilização da sociedade brasileira por reformas estruturais, que serão impulsionadas a partir da organização e luta do povo brasileiro em torno de um projecto popular para o Brasil.”
Durante duas semanas a televisão portuguesa andou cheia da Maçonaria como tema de notícias, debates, reportagens. O que permitiu à direita política reencontrar-se com a sua antiga vocação persecutória e de caminho fornecer às gentes ingénuas e crédulas um assunto capaz de as distrair pelo menos um pouco das violências diariamente cometidas pelo governo contra os direitos do povo. Mas outro momento marcante foi a drª Ferreira Leite dar uma indicação sobre o prazo de validade dos cidadãos sem dinheiro: 70 anos.
Nos EUA, quatro anos depois do início oficial da actual crise em Dezembro de 2007, os dados do desemprego são uma amarga recordação de que o capitalismo se encontra num beco sem saída.
Os elementos da organização do trabalho na construção socialista mais importantes para os clássicos do marxismo foram fundamentalmente dois: que as empresas sejam associações de trabalhadores livres, geridas democraticamente; e que elas estejam unidas e orientadas por um plano que garanta a satisfação de interesses sociais, o que basicamente implica uma gestão democrática da economia pela sociedade.
Os EUA procuram encurralar o Irão, arquitectando o pretexto para mais uma etapa da guerra imperialista, cujas frentes mais activas e mais perigosas se situam no Médio Oriente. Num momento em que o capitalismo se confronta com a agudização da sua profunda crise, a escalada de guerra promovida pelos EUA no Médio Oriente representa uma ameaça para todos os povos do mundo.
““Os comunistas gregos, com uma experiência acumulada de 92 anos de luta contínua, não têm o direito de esquecer que a burguesia apoia todos os desvios políticos e ideológicos dos princípios e leis do movimento revolucionário, da teoria do socialismo científico. O ataque da burguesia centra-se na questão da “democracia socialista” e é particularmente intolerante face ao período em que foram construídas as bases do regime socialista na URSS, precisamente porque foi o período que determinou a vitória do socialismo.”
Vemos, ouvimos e lemos como se agravam as injustiças, as desigualdades, a exploração. Como crescem a agressividade e a arrogância do grande capital e do governo ao seu serviço.
Como os recursos nacionais são transformados em propriedade e lucro privado e a pobreza alastra. Nem podemos ignorar, nem poderemos tolerar.
O Forum Nyéléni Para a Soberania Alimentar evoca no seu nome a figura mítica de uma mulher maliana exemplarmente dedicada à luta por uma agricultura capaz de alimentar o seu povo e constituir ao mesmo tempo um factor de desenvolvimento económico e social. A luta histórica dos camponeses pela terra não só não perdeu importância na época do capitalismo globalizado como se assume como uma frente essencial de combate na luta pela soberania e o progresso e pela defesa dos recursos naturais.
O desaparecimento de Pedro Osório deixa vários vazios: um, o da interrupção sem remédio do seu trabalho, que ao longo de décadas enriqueceu a música portuguesa; outro, o da sua participação de cidadão atento e honrado; outro ainda, o de ser menos um talento a contrapor à vaga que, na “música ligeira”, dá corpo ao regresso dessa área à mediocridade sentimental e reaccionária.
A situação no Oriente Médio aproxima-se rapidamente do ponto crítico e o início do conflito já aparece nas cartas. Na Síria, o imperialismo prepara-se para passar da actual interferência em questões internas a uma intervenção segundo o “modelo Líbio”, com a Turquia a desempenhar provavelmente um papel central. No Irão a escalada militar acelera, também sob a pressão de Israel, e aí os EUA caminham para intervir directamente.
O Brasil é uma formação social fundada na desigualdade social e violenta concentração de renda, riqueza e capital. Isso é o paraíso para as empresas transnacionais. Quanto maior essa concentração (viável pela falta de um sistema tributário progressivo, que taxe mais que tem mais e movimenta mais dinheiro), maiores as possibilidades de investimentos e lucros.
Mesmo no quadro desta UE do grande capital a aplicação das “medidas de austeridade” em Portugal destaca-se como mais injusta do que em outros países. Porque a distribuição dos sacrifícios está-se a fazer de forma muito desigual, atingindo muito mais as classes de baixos rendimentos e poupando os mais ricos. Como sempre.
Dizer que 1 de Janeiro de 2012 é “um dia triste para os EUA” é um eufemismo. A assinatura do Decreto HR 1540 e a sua passagem a letra de lei equivale a militarizar a aplicação da lei, a revogação do Decreto Posse Comitatus e a inauguração, em 2012, do Estado Policial EUA.
O actual governo gosta de caracterizar-se a si próprio como sendo de centro-direita. Mas é difícil imaginar que muito mais poderia fazer em tão pouco tempo um governo de assumida direita «pura e dura», excepto se se tratasse de um regime de nazi-fascismo clássico, com direito a farda e braçadeira a condizer.
A conferência regional sobre o Afeganistão realizada em Istambul nada adiantou.
A agenda da conferência de foi logo de início enviesada. Em vez de se centrar na questão fundamental duma reconciliação nacional afegã viável, em como estabelecer o processo, em como garantir que fossem os afegãos a conduzi-lo e que ele fosse genuinamente afegão, os cérebros da conferência (em particular, os EUA) carregaram-na de geopolítica.

A escalada de leis reaccionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande Republica.
Relembrar aqueles que caíram, os heróis da resistência antifascista, não é apenas olhar o passado. É também lembrar que a luta pela emancipação dos trabalhadores e dos povos pode, em diferentes momentos, enfrentar uma repressão mais ou menos abertamente violenta, mas é sempre travada contra um inimigo de classe que não abdica de recorrer a todos os meios para perpetuar o seu domínio. E que só será vencido por uma força maior: a das massas unidas, organizadas e dispostas à luta, quaisquer que sejam os sacrifícios que essa luta imponha.
Registei com satisfação a abertura dos organizadores à crítica construtiva de facetas do processo revolucionário venezuelano. Carmen Bohorquez, que foi a organizadora principal do Foro, em representação do Ministério da Cultura, não hesitou em dizer-me que era mais útil para a Venezuela Bolivariana a reflexão crítica dos amigos com ela solidários do que a apologia incondicional do processo.
Com a Líbia conquistada, o AFRICOM arrancará para os outros países africanos em que a China tem investimentos em energia e mineração. Washington ressuscitou o Jogo da Superpotência e está a competir com a China. Mas enquanto a China faz investimentos e ofertas de infra-estrutura à África, Washington envia tropas, bombas e bases militares. Mais cedo ou mais tarde a agressividade de Washington em relação à China e à Rússia irá explodir nas nossas caras.


